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Provedora de Justiça abriu queixa sobre o calor na sala de aula e reuniu-se com os pais na sexta-feira

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Madrid, 10 de junho (EFE).- O Provedor de Justiça, Ángel Gabilondo, explicou no Senado que continuam a chegar às instituições muitas reclamações sobre o aumento da temperatura nas salas de aula, o que motivou a ação de reabertura devido à falta de reforço dos centros e a reunião na próxima sexta-feira com a associação de pais.

Durante o seu discurso na assembleia do Senado para apresentação do relatório sobre as atividades da Provedora de Justiça em 2025, Gabilondo manifestou a preocupação da comunidade educativa e destacou que “as atividades foram reabertas perante algumas administrações devido à falta de planeamento dos centros”.

Fonte da instituição explicou que este assunto será discutido esta sexta-feira numa reunião solicitada pela Federação das Associações de Mães e Pais de Estudantes (FAPA) Francisco Giner de los Ríos sobre a falta de ar no centro público de Madrid.

No ano de 2025, foram muitas as reclamações feitas por esta instituição que resultaram em recomendações, como a instalação de sombras nos centros e a sua reparação para garantir a salubridade do ambiente educativo.

Além disso, no domínio da educação, pediu ao governo que limite adequadamente os números do planeamento da saúde criados pela Lei de protecção integral de crianças e jovens contra a violência, para actuar em relação ao bullying.

Lembrou ainda que “há já algum tempo” que os profissionais do ensino dos 0 aos 3 anos se queixam a esta instituição da situação que vivem.

No que diz respeito aos abusos sexuais na Igreja, manifestou a satisfação das vítimas com a proposta aceite pela Fazenda do Estado para que as indemnizações pagas pela Igreja Católica não tenham de ser tributadas, regra que foi confirmada no dia 20 de maio no Congresso.

Sobre o cuidado de meninos e meninas estrangeiros sozinhos ou com os pais em Espanha, Gabilondo sublinhou que aguarda mais informações de alguns governos regionais sobre “questões relacionadas com cuidados de saúde, educação e documentos que não foram resolvidos”.

Durante a sua intervenção, sublinhou que algumas das recomendações ou sugestões, mesmo que tenham sido aceites, “continuam no tempo e não são completamente resolvidas”, como o atraso no julgamento, a aprovação do estudo, a lista de espera sanitária, a forma como os cidadãos são tratados por marcação prévia, o atraso nos documentos nacionais ou a necessidade de aumentar o número de trabalhadores de saúde lá na prisão.

No plano da saúde, manifestou as preocupações dos cidadãos com os cuidados de saúde e destacou ainda que as reclamações sobre a lista de espera para a primeira consulta, exame de diagnóstico ou cirurgia, nos cuidados especiais do Sistema Nacional de Saúde, continuaram a ser as maiores.

O Provedor de Justiça defendeu no Senado que é preciso enfrentar o desafio de “tempos geopolíticos difíceis, com impacto direto no nosso quotidiano”.

“A melhor resposta é cada um de nós cumprir os seus deveres e responsabilidades, não bastará lamentar, nem excluir os outros”, concluiu. EFE



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