Buenos Aires, 27 mar (EFE).- A Argentina registou um défice de dívida externa de 320.305 milhões de dólares no final de 2025, o que significa que o ‘stock’ da dívida aumentou 1.709 milhões de dólares em relação ao trimestre anterior, afirmaram esta sexta-feira fontes oficiais.
Segundo o relatório do Centro Nacional de Estatística e Censos (Indec), este aumento deve-se ao aumento da dívida das administrações públicas (Governo Nacional e dos territórios), que aumentou 3.647 milhões de dólares.
As dívidas das cooperativas de crédito aumentaram em US$ 2.777 milhões durante o quarto trimestre, enquanto a dívida do Banco Central diminuiu em US$ 310 milhões.
Segundo dados oficiais, no quarto trimestre, o ‘stock’ da dívida externa total com garantias de dívida aumentou 44.168 milhões de dólares face ao mesmo período de 2024.
O nível da dívida bruta em valor nominal registrado ao final de dezembro passado era o mais elevado da série do Indec, iniciada em 1994.
Até agora, no governo de Javier Milei, iniciado em dezembro de 2023, a dívida externa total da Argentina aumentou 34.354 milhões de dólares em termos reais.
Ao mesmo tempo, a ‘reserva’ da dívida externa bruta da Argentina, medida pelo valor de mercado, ascendia a 304.862 milhões de dólares no final do quarto trimestre deste ano, um aumento de 5.677 milhões em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Em uma base anual, a dívida em relação ao valor de mercado aumentou em US$ 50.852 milhões, de US$ 254.010 milhões no final do quarto trimestre de 2024.
A dívida do Governo ascende a 100.760 milhões de dólares em empréstimos e 74.239 milhões de dólares em dívida ao justo valor, mas o seu valor de mercado é de 58.809 milhões, o que demonstra a menor valorização do mercado argentino de títulos do governo.
Paralelamente, a dívida ao FMI ascendia a 57.230 milhões de dólares no final do quarto trimestre, o que diminuiu 63 milhões face ao anterior.
No total, a dívida com organizações internacionais aumentou em 1.810 milhões de dólares no quarto trimestre. EFE















