Buenos Aires, 17 de janeiro (EFE).- O governo da Argentina declarou a Força Quds do Corpo Revolucionário Revolucionário como um grupo terrorista, segundo um comunicado divulgado sábado pelo porta-voz do presidente Javier Milei.
“O Gabinete do Presidente informa que o Governo Nacional declarou a Força Quds e treze pessoas associadas a este grupo militar iraniano como uma organização terrorista”, dizia a mensagem emitida na manhã de sábado.
No seu comunicado, o governo argentino culpou esta estrutura militar iraniana pelos ataques à Embaixada de Israel em Buenos Aires, em 1992, e à Associação Mútua Israelita Argentina (AMIA) na mesma cidade, em 1994.
Os dois ataques, que permanecem impunes, teriam vindo do Irão e do grupo xiita libanês Hezbollah.
A ordem assinada por Milei afirmava que “os membros da Força Quds e seus aliados estão sujeitos à aplicação de sanções financeiras e restrições operacionais destinadas a limitar sua liberdade de movimento, além de proteger o sistema financeiro argentino de ser usado para apoiar financeiramente suas atividades”.
Em Novembro de 2025, o Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, reuniu-se com a então Ministra da Defesa da Argentina, Patricia Bullrich, para sublinhar a “necessidade” de declarar o Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana um grupo terrorista.
Em julho de 2019, durante o governo conservador de Mauricio Macri (2015-2019), a Argentina declarou o grupo xiita libanês Hezbollah uma organização terrorista, enquanto em julho de 2024 o governo de Javier Milei adicionou o grupo islâmico Hamas ao registo público de pessoas e entidades ligadas a atividades terroristas (Repetir) Argentina.
nós/nvm















