O Ministério da Igualdade registou que em 2026 foram registadas vítimas de violência de género em diferentes províncias, incluindo Jaén, Las Palmas, Cádiz, Badajoz, Málaga e Pontevedra, embora o crime de Pontevedra, ocorrido em 1 de fevereiro, tenha sido excluído da investigação imediata. A convocatória do comité de crise desta quarta-feira, 4 de fevereiro, reunirá os representantes das instituições para examinar os cinco homicídios registados em janeiro e outros dois de 2025, a fim de apurar as possíveis deficiências na prevenção e resposta a estes incidentes, conforme explicou a Europa Press a partir de fontes do ministério.
Segundo a Europa Press, o Comité de Crise é ativado automaticamente quando o número de assassinatos devido à violência de género ultrapassa cinco num mês. Esta abordagem permite contrastar completamente os casos recentes, identificando tudo desde o início até à intervenção de diferentes instituições no cuidado e prevenção. A última reunião nesta situação ocorreu no dia 8 de janeiro, que discutiu a série de ataques em setembro, novembro e dezembro do ano passado.
De acordo com a informação disponibilizada pela Europa Press, o objectivo destas reuniões é construir uma visão abrangente de cada caso, o que significa uma análise da situação específica e dos métodos de trabalho das instituições aplicadas. Desta forma, as autoridades procuram identificar pontos de melhoria e tomar medidas sistemáticas que reforcem a protecção das vítimas no futuro.
Entre os casos que também poderão ser revistos estão dois homicídios anteriores: um cometido em fevereiro do ano passado nas Ilhas Baleares, confirmado pelo Ministério da Igualdade em 13 de janeiro, e outro ocorrido em setembro de 2025 em Badajoz, cuja confirmação oficial veio em 23 de janeiro deste ano. Ambos estão na lista de casos que serão analisados pelos especialistas com cinco mortes notificadas durante o primeiro mês de 2026.
Conforme noticiado pela Europa Press com base em dados ministeriais, a Andaluzia é responsável por três dos seis crimes de violência de género registados até agora este ano, confirmando a tendência do período anterior, quando esta comunidade autónoma recolheu 14 casos de 48 em 2025.
A análise do perfil das vítimas e dos perpetradores revela, segundo o Ministério da Igualdade citado pela Europa Press, que metade das mulheres mortas em 2026 apresentou pelo menos uma queixa contra o alegado responsável pela sua morte. Além disso, das seis mulheres mortas, quatro têm nacionalidade espanhola, enquanto os agressores são cinco espanhóis e uma estrangeira.
Durante a sessão da comissão, o procedimento padrão inclui uma análise detalhada dos antecedentes, da situação específica e da resposta das instituições estabelecidas para cada caso, tanto do ponto de vista jurídico como das intervenções sociais e de segurança. A Europa Press refere que este tipo de revisão sistemática visa fornecer informação atualizada às instituições que intervêm, bem como produzir recomendações que apoiem novas linhas de ação.
O Ministério da Igualdade, sob a liderança de Ana Redondo, anunciou que os dados sobre reclamações anteriores e o histórico de intervenções serão apresentados ao Comité para obter uma visão mais clara dos riscos. A Europa Press publicou ainda que os responsáveis pela análise prestarão especial atenção ao processo anterior ao episódio fatal, procurando elementos comuns que possam aguardar situações perigosas.
Por último, fontes do próprio ministério disseram à Europa Press que o objetivo destas reuniões não é apenas quebrar a resposta das instituições, mas promover uma cooperação mais estreita entre as autoridades regionais e o governo central. As conclusões provisórias alcançadas pelo Comité contribuirão para o fortalecimento de futuras estratégias de prevenção e proteção abrangente contra a violência baseada no género, com base na experiência acumulada pelas diversas organizações reunidas.















