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A inflação atingiu 2,13% no Peru em março e 2,38% em Lima, a mais alta em 32 anos.

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Lima, 1 abr (EFE).- O preço ao consumidor (IPC) no Peru aumentou 2,13% em março passado, enquanto na região metropolitana de Lima atingiu 2,38%, a taxa mensal mais alta dos últimos 32 anos na capital peruana, informou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística e Informática (INEI).

A associação destacou que a inflação anual, a partir de abril de 2025, atingiu 3,38% no país e 3,80% em Lima.

“A variação mensal deve-se sobretudo ao aumento dos transportes, devido ao aumento do preço registado no gás, petróleo e gasóleo, que provocou o aumento do preço dos autocarros, miniautocarros e táxis”, explicou o responsável do INEI, Gaspar Morán.

O INEI confirmou que a subida do preço do petróleo se deve à escassez provocada pela interrupção do gasoduto do campo de gás natural de Camisea, no sul do país, e ao aumento dos preços internacionais do petróleo devido ao encerramento do Estreito de Ormuz na guerra com o Irão.

Neste sentido, o movimento do IPC nacional em março assentou sobretudo no crescimento dos transportes (7,86%), alimentação e bebidas não alcoólicas (2,96%), educação (2,89%), habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (1,21%).

O custo da comunicação diminuiu apenas 1,79%, segundo o relatório técnico.

Além disso, o índice de preços grossistas aumentou 3,11% face a fevereiro de 2026, apoiado no aumento dos produtos nacionais e dos bens importados, tanto produtos como agrícolas.

A inflação em Lima é de 2,38%

O INEI observou que, no caso de Lima, capital do país que reúne mais de 10 milhões de pessoas, um terço da população peruana, o crescimento do IPC em março atingiu 2,38%, a taxa mensal mais elevada registada nos últimos 32 anos.

Com variação acumulada de 3,19% no terceiro mês do ano e variação anual, desde abril de 2025, de 3,80%.

Esse resultado é sustentado principalmente pelos custos de transporte (9,06%), alimentação e bebidas não alcoólicas (3,24%), educação (2,93%), hospedagem, água, luz, gás e outros combustíveis (0,89%) e restaurantes e hotéis (0,84%).

Os setores que apresentaram queda nos preços no terceiro mês do ano foram comunicações (com queda de 1,85%) e bebidas alcoólicas, fumo e drogas (0,08%).

A variação do IPC sem considerar alimentos e energia, conhecida como inflação, aumentou em março passado 2,07% na região metropolitana de Lima, acrescentou. EFE



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