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A integração da perspectiva de género levou a uma proposta para proibir o cuidado infantil

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O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA anunciou recentemente uma série de ações legislativas que poderiam limitar significativamente os cuidados infantis, reforçando as restrições iniciadas durante a administração anterior de Trump. Estas propostas, as mais abrangentes do género da actual administração, visam cortar o financiamento federal do Medicaid e do Medicare para hospitais que fornecem procedimentos de afirmação de género às crianças e impedir que o financiamento federal seja utilizado para tais tratamentos.

Hoje, mais de metade dos estados dos EUA promulgaram leis que restringem ou proíbem completamente os cuidados baseados no género. No entanto, o novo anúncio ameaça afectar o acesso em quase uma dúzia de estados onde estes tratamentos – tais como bloqueadores da puberdade e terapia hormonal – permanecem legais e apoiados pelo Medicaid. Esta mudança drástica pode criar barreiras significativas para as famílias que procuram cuidados, especialmente em estados que anteriormente permitiam estes serviços.

As regras propostas, que ainda não foram finalizadas ou estão sujeitas a ações judiciais, foram anunciadas pelo secretário Robert F. Kennedy Jr. e sua equipe. O processo de implementação destas mudanças requer uma abordagem de longo prazo, incluindo oportunidades para comentários públicos e atualizações subsequentes. Devido à natureza controversa destas propostas, elas podem enfrentar desafios legais.

A perda potencial de financiamento federal representa uma ameaça para muitos prestadores e instituições de saúde. Quase todos os hospitais americanos participam do Medicare e do Medicaid, os maiores programas de saúde do país que atendem idosos, pessoas de baixa renda e pessoas com deficiência. Sem acesso a estes pagamentos, a maioria dos hospitais enfrentaria enormes dificuldades financeiras. Os cortes de financiamento também se estenderão ao Programa de Seguro Saúde Infantil.

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Esta acção regulamentar contrasta fortemente com as orientações fornecidas pelas organizações médicas americanas, incluindo a Associação Médica Americana, que instou os estados a restringir os cuidados a pessoas com disforia de género. Os profissionais médicos costumam fazer uma avaliação completa antes que o adolescente passe por qualquer tipo de tratamento. Os primeiros passos podem incluir mudanças sociais, como a mudança de penteados ou pronomes, antes de considerar intervenções mais avançadas, como a terapia hormonal. A cirurgia para menores é rara.

Atualmente, a cobertura do Medicaid para cuidados baseados no género está disponível em metade dos estados. Apesar disso, surgiu uma tendência para restrições legais e pelo menos 27 estados aprovaram medidas para proibir ou limitar tais cuidados. Embora um juiz federal tenha decidido contra as proibições em estados como Arkansas e Montana, o litígio ainda está em andamento nesses estados.

O grupo de defesa rejeitou a ação federal proposta. Rodrigo Heng-Lehtinen, vice-presidente sênior do Projeto Trevor, criticou-o como uma “receita única” que prejudica a relação médico-paciente. Expressou preocupação com o impacto mais amplo da limitação do acesso a cuidados de saúde essenciais para jovens transexuais e não binários, descrevendo a tendência como particularmente preocupante.

A situação continua a evoluir, com defensores, profissionais de saúde e decisores políticos a acompanhar de perto os desenvolvimentos que afectam a vida e a saúde dos menores transexuais em todo o país.

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