O ambiente político no Bangladesh está a aquecer. A Liga Awami de Bangladesh (al), liderada pela primeira-ministra destituída Sheikh Hasina, recusou-se recentemente a ser julgada por crimes internacionais (TIC). Em crescente fraqueza, Al pediu a renúncia do conselheiro-chefe Muhammad Yunus, rotulando-o de “ursurpador” e “assassino”. O líder do partido apelou à propagação de protestos e manifestações por todos os distritos, o que garantiu manter a pressão sobre o actual governo até 30 de Novembro.
O polêmico veredicto de 17 de novembro o acusou de crimes contra a humanidade e mencionou sua responsabilidade pela severa repressão durante os protestos estudantis de 2024, que causou muitos danos e feridos. O tribunal condenou-o à morte num julgamento realizado na sua ausência, marcando a primeira vez na história que um antigo líder do Bangladesh enfrenta acusações contra eles.
Numa declaração que mostrou a sua derrota, a Liga Awami negou a conduta do ICT, condenando-o como parte de uma conspiração maior. “Como parte dessa rebelião, eles continuaram os julgamentos simulados no Tribunal fabricado”, afirmou o partido. Confirmaram ainda que as próximas eleições são uma “farsa”, enfatizando que existe um processo eleitoral que não exclui que as forças atacantes, incluindo a Liga Awami e Sheikh Hasina, serão severamente derrotadas.
Para aumentar a turbulência política, o ex-ministro do Interior Asaduzaman Khan Kamal fez uma revelação chocante num novo livro, dizendo que o chefe do exército Waker-Uz-Zaman agiu como um agente da CIA. uma grande potência na região.
Ao mesmo tempo, Yunus indicou que as eleições gerais estão marcadas para 20 de Fevereiro e planeia um referendo nacional sobre o ‘status do estatuto’. Esta estrutura, dedicada aos protestos estudantis do ano passado, visa mudar o estado e a política no Bangladesh e procura legitimar a rebelião contra o governo Hasina. A proposta da carta inclui o estabelecimento de uma legislatura bicameral e o estabelecimento de limites de mandato para o primeiro-ministro, bem como garantias estatais e segurança para as pessoas afetadas.
À medida que o Bangladesh lança outra série de protestos e convulsões políticas, a atmosfera permanece incerta e potencialmente perturbadora. O conflito em curso entre a oposição ao documento político é o sinal de que as próximas semanas podem ser críticas na definição do futuro do país.















