Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que muitas instalações médicas foram danificadas durante os combates em Amhara, sublinhando que os hospitais e os profissionais de saúde não devem ser alvo de ataques. Segundo a Europa Press, o chefe da OMS confirmou que a proteção das infraestruturas de saúde e dos médicos é uma prioridade face à escalada de violência na região da Etiópia.
Segundo reportagem da Europa Press, Tedros Adhanom Ghebreyesus exigiu esta sexta-feira a abertura de uma investigação independente e urgente sobre os relatos recebidos pela organização sobre ataques e assassinatos de profissionais de saúde em Amhara. Os líderes da OMS comunicaram através das redes sociais que a organização tem recebido muitos relatos de ataques a profissionais de saúde, que foram sujeitos a detenções, ataques físicos e assassinatos desde o início do actual conflito nesta região da Etiópia.
O responsável da OMS confirmou que a dificuldade na obtenção de informações e a demora em saber a verdadeira extensão do incidente estão diretamente relacionadas com as frequentes interrupções da Internet e as restrições regionais de comunicação, que limitaram o fluxo de dados factuais. Segundo a Europa Press, Tedros sublinhou a necessidade de uma investigação internacional para esclarecer estes casos e determinar responsabilidades, uma vez que o relatório foi recebido num contexto onde a garantia dos direitos e a protecção dos trabalhadores da saúde estão comprometidas.
Na sua denúncia, o representante da OMS apontou o caso do Dr. Tsegahun Sime. O médico, conforme explicado por Tedros e noticiado pela Europa Press, teria sido sequestrado pelas forças de segurança na cidade de Bahir Dar, capital de Amhara, no dia 4 de fevereiro, tendo sido posteriormente encontrado morto. Este caso, segundo o diretor da associação, evidencia o perigo especial para quem presta cuidados médicos e humanitários numa situação em que o conflito e a insegurança são recorrentes.
O meio de comunicação Europa Press noticiou que muitos profissionais de saúde perderam a vida em consequência do conflito entre as forças governamentais e a milícia conhecida como Fano, um grupo armado diversificado que surgiu devido à insatisfação do sector da população local, que acusa as políticas discriminatórias do governo federal. O conflito conduziu não só a episódios flagrantes de violência, mas também à perturbação de serviços essenciais, como os cuidados de saúde, agravando ainda mais uma situação humanitária já caótica.
O conflito em Amhara intensificou-se, segundo a Europa Press, desde meados de 2023, quando eclodiu uma série de batalhas entre o exército federal etíope e as milícias locais. Estes conflitos armados resultaram em restrições à circulação populacional, aumento da instabilidade geral, detenções ilegais e insegurança alimentar e sanitária na região.
Segundo o comunicado recolhido pela Europa Press, Tedros Adhanom Ghebreyesus reiterou que a OMS condena todo o tipo de ataques a hospitais e médicos, e sustentou que o “melhor remédio” é a paz. O porta-voz da organização internacional exortou os partidos da oposição a respeitarem a neutralidade e a protecção daqueles que se dedicam aos cuidados de saúde, de acordo com os padrões internacionais e humanitários.
Os meios de comunicação social mostraram que a região de Amhara continua a sofrer de elevados níveis de instabilidade, com confrontos frequentes e impactos diretos na segurança e no bem-estar dos seus residentes. A situação actual interrompeu completamente as actividades das organizações humanitárias e colocou o sistema de saúde local numa situação difícil. Neste contexto, a OMS continua a exigir que seja garantido o acesso pleno e seguro aos cuidados de saúde e solicita que os casos de violência contra os médicos sejam investigados e punidos conforme exigido pelo direito internacional, conforme noticiado pela Europa Press.















