Cracóvia (Polónia), 11 de março (EFE).- A Procuradoria polaca abriu oficialmente nesta quarta-feira uma investigação sobre o alegado crime de tráfico de seres humanos em território polaco relacionado com o criminoso que perdeu a vida, Jeffrey Epstein.
Na declaração pública de hoje, o porta-voz do Ministério Público, Przemysław Nowak, explicou que os crimes foram alegadamente cometidos entre 2009 e 2019 e envolveram o recrutamento de pessoas em várias cidades polacas, sob engano, e depois a tortura.
No comunicado, pode-se ler que existe uma “suspeita razoável de prática de crime de tráfico de seres humanos”, com o recrutamento de “tanto adultos como menores (…) no território da Polónia, enganando-os sobre a verdadeira natureza do futuro trabalho no estrangeiro”.
O Ministério Público acrescentou que as vítimas, na sua maioria cidadãos polacos, foram transportadas para o estrangeiro “para serem entregues a outra pessoa para exploração sexual”.
O primeiro-ministro Donald Tusk classificou o caso de 3 de fevereiro de 2026 como um escândalo “sem precedentes” e sublinhou que “todos os seres humanos decentes” devem rejeitar qualquer possível relativização da pedofilia.
Da mesma forma, vinculou a questão à segurança nacional tendo em conta a possível ligação entre a rede e o serviço secreto russo e anunciou que o Governo decidiu “criar uma equipa de investigação para investigar a conspiração polaca no caso Epstein”.
O Ministro da Justiça polaco, Waldemar Żurek, anunciou em 22 de fevereiro de 2026 que o dever do Estado é “explicar de forma resoluta e imparcial todos os fios polacos” da trama.
O “caso Epstein” refere-se à rede de exploração sexual e tráfico de menores revelada pelo financista norte-americano Jeffrey Epstein, acusado de explorar meninas durante muitos anos e de passar para os círculos do poder político, económico e social.
Epstein morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento.
Os chamados “Papéis Epstein” ou “arquivos Epstein” são uma coleção de documentos judiciais e oficiais confidenciais dos EUA – incluindo milhões de páginas, fotografias e outros materiais – que revelaram detalhes de suas atividades. EFE















