A Promotoria emitiu nota de acusação contra o ex-prefeito de Cartagena William Dau Chamatt pela falta de relatórios contábeis durante sua gestão. O processo disciplinar está relacionado com a não apresentação de dados sobre a execução do orçamento de receitas e despesas do terceiro trimestre de 2021, segundo informação obtida junto do Jornal da semana.
O órgão de auditoria afirmou que estes relatórios devem ser elaborados e enviados no prazo determinado ao Gabinete do Contador Geral da República. Esta informação é a chave para garantir a transparência na gestão dos recursos públicos e permitir o controlo financeiro por parte das autoridades e dos cidadãos, de acordo com a informação recebida.
A investigação apurou que os administradores distritais não cumpriram o envio atempado dos dados, o que motivou a abertura formal do processo disciplinar. Esta omissão foi considerada significativa devido ao seu impacto no controlo dos recursos do distrito.

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Falta de relatórios e resultados de auditoria financeira
Segundo procurador-geral, Cartagena tem prazo para administração 31 de outubro de 2021 entregar as informações de acordo com o período entre julho e setembro daquele ano.
Porém, o relatório não foi entregue no prazo estipulado, o que gerou o alarme do órgão regulador e gerou as cobranças.
O Ministério do Interior alertou que a retirada dos relatórios financeiros não é trivial, porque estes relatórios são essenciais para garantir a transparência na administração dos assuntos públicos. A falta de informação pode dificultar o acompanhamento detalhado da utilização dos recursos públicos durante este período, o que afecta a capacidade de controlo das instituições públicas.

No mesmo contexto, o Ministério Público explicou que o relatório orçamental permite a avaliação do desempenho das receitas e despesas, bem como a verificação do cumprimento das obrigações financeiras das agências regionais. A falta destes dados limita a monitorização e pode criar lacunas na responsabilização dos cidadãos.
Devido a estes incidentes, também foi acusado o então diretor financeiro da Secretaria de Finanças de Cartagena, Eudes Soler Sanabria, que, segundo a investigação, é o responsável direto pelo envio das informações exigidas pelo Gabinete do Contador Geral da República.
Violações graves e etapas do processo disciplinar
A Procuradoria-Geral da República classificou o comportamento das autoridades como crime grave, uma das categorias mais graves do governo colombiano. Essa classificação significa que, caso seja comprovada a irregularidade, os envolvidos poderão enfrentar sanções que incluem a inabilitação para cargos públicos.
O caso entra agora na fase de audiência disciplinar, uma etapa importante do processo que permite aos investigadores exercer o seu direito de defesa, de apresentar provas e de contestar os argumentos apresentados pelo órgão de fiscalização. Este processo determinará se existem elementos suficientes para estabelecer responsabilidades e determinar possíveis penalidades.

Foi confirmado pelo Procurador-Geral que é necessário seguir a responsabilidade da gestão financeira para garantir uma administração pública transparente e eficiente. Nesse sentido, a falta de prestação de informações financeiras pode ter implicações regulatórias significativas, especialmente quando estão envolvidos recursos públicos.
Este processo contribui para a distribuição de outras normas disciplinares relacionadas à gestão de William Dau Chamatt, que foi prefeito de Cartagena entre os anos de 2020 e 2023. Durante e depois de sua gestão, enfrentou diversas investigações e sanções que fizeram de seu nome o centro do debate público.
O desempenho do sistema de auditoria volta a evidenciar a importância do sistema de auditoria na administração pública e o cumprimento das obrigações legais dos funcionários, num contexto onde a transparência e a participação são os principais aspectos da administração pública.















