A tensão no mercado de arrendamento espanhol adicionou uma nova secção em Getafe (Madrid).
Depois que um cidadão colombiano teve a casa onde morava negada por mais de um ano e meio, apesar da entrada de uma empresa de desokupa contratada pelo proprietário, denominada Comando Desokupa.
O caso, registado em vídeo e divulgado na rede social da mesma empresa entre quarta-feira, 18 de fevereiro, e sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, revelou a crescente tensão entre proprietários e inquilinos em Espanha.
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Alguns deles, que alugam casas por conta própria sem acordo prévio com o proprietário do imóvel, são conhecidos no país ibérico como espiões, e se tornam um problema social, porque em muitos casos há cidadãos latino-americanos, inclusive colombianos.
Contudo, desta vez o Um cidadão colombiano causou polêmica na Espanha ao se recusar a sair da casa onde mora há mais de um ano e meio sem pagar aluguel ou serviços públicos..

O proprietário do prédio, cuja identidade não foi divulgada, recorreu à empresa privada após mediação.
Os funcionários da empresa lhe perguntaram, conversando com o inquilino: “Ele nos deve o aluguel. Ele não paga, sabe, não paga há um ano e meio”.
Quando questionada sobre o salário, a senhora respondeu honestamente: “Não pagarei até consertar tudo. Deixe-me arrumar a cama…”.
Em resposta ao que disse este compatriota, estes responsáveis responderam: “Não é necessário arranjar nada para vocês (donos da casa) mas estamos todos aqui com o papel e se sair não vai ser na cara.
O cidadão, identificado no vídeo, manteve o desafio face ao pedido para sair de casa.
Em diferentes partes, ele diz: “Não vou sair de casa e não vou te pagar”e acrescentou justificando-se e ergueu a voz de maneira altiva: “Porque não senti”.
Quando os representantes lhe perguntaram se ela achava que suas ações eram justificadas, a mulher disse novamente: “Concordo”.
A conversa aumentou quando outro inquilino (e um parente colombiano) interveio, tentando negociar um prazo para sair, ao que o funcionário respondeu: “Você tem um mês”.
Em outro momento, a mulher disse: “Eu não me importo, como ele diz, mas por favor dele não me importo com a barriga dele.”e desafiou publicamente a autoridade do mestre: “E se ele vier e me levar, não me importo, porque não vou pagar a ele”.
Os responsáveis insistiram na necessidade de um acordo e recordaram a duração da dívida: “Um ano e meio sem pagar não é bom. Reparei a tua casa, porque precisa de ser reparada. Deixo-te trezentos euros.
Durante a discussão, o cidadão colombiano também manifestou a sua vontade de chamar a polícia: “Boa tarde, digamos, você poderia me colocar em contato com a polícia local, por favor?”enquanto os trabalhadores lhe ofereceram outra forma de contactar as autoridades competentes.
Um dos funcionários disse ao segundo inquilino colombiano que veio negociar: “Você parece ser mais racional, embora no início tenha sentido um pouco de dor, mas agora que fala com mais calma, parece mais calmo”.
No meio da conversa, o cidadão pensou: “Como dizem, na Colômbia você não paga aluguel e te matam. E no seu país, o que você faz?”
O trabalhador respondeu: “Pra mim é a mesma coisa. Mas enfim, é isso. Por isso é uma situação ruim, porque sou contra. Um ano e meio sem pagar”.
Este tipo de caso destaca os desafios do mercado de arrendamento em Espanha, onde a falta de um sistema ativo para resolver o não pagamento e os despejos causa tensão social.
Isto tem promovido o número de pessoas sem-abrigo, que tem aumentado nos últimos anos, com uma divisão de opiniões sobre a sua legalidade e o impacto nos direitos dos proprietários e inquilinos.















