Las Palmas de Gran Canaria, 8 de janeiro (EFE).- O Ministério da Igualdade confirmou esta quinta-feira como crime grave a morte de Czarina C. Czarina C., no dia 5 de janeiro, uma cidadã filipina de 43 anos, com três filhos menores, que terá sido morta pelo marido na sua casa em Las Palmas de Gran Canaria, onde viviam.
O Tribunal Superior das Ilhas Canárias já anunciou que o caso foi transferido para o Tribunal da Violência contra a Mulher da capital Gran Canaria, porque as provas recolhidas pela Polícia pelo juiz responsável pela cidade indicam que Czarina C. foi morta pela sua amiga, que depois se suicidou.
Este é o primeiro assassinato de 2026 nas Ilhas Canárias e o segundo em Espanha, até que um dia antes, em 4 de janeiro, outra mulher, Pilar, de 38 anos, perdeu a vida em Jaén após ser atacada pelo seu ex-companheiro.
O Ministério das Finanças confirma também que já houve denúncias anteriores de violência contra o marido de Czarina C.
O TSJC explicou ontem que foram colocados em junho de 2024 porque, quando Czarina C. foi chamada a comparecer no tribunal que trata da violência de género, negou ter sido agredida pelo marido, recusou-se a denunciar e até se opôs a ser examinada por um médico legista e a receber uma ordem de proteção.
Com a confirmação deste caso, o número de mulheres mortas por violência sexual em Espanha subiu para 1.343 desde 2003, altura em que os dados começaram a ser recolhidos. Esses assassinatos deixaram 506 crianças órfãs de mãe.
A Ministra da Igualdade, Ana Redondo García, e a representante do Governo contra a Violência de Género, Carmen Martínez Perza, expressaram a sua “total condenação e total rejeição” destes novos assassinatos sexuais e transmitiram todo o seu apoio aos familiares e amigos das vítimas.
“Tanto o ministro como o mandatário pedem todos os esforços das instituições, do governo e de toda a sociedade para chegar a tempo e evitar a morte deste tipo de violência”, acrescenta o comunicado do ministério.
Hoje, às 11 horas (hora das Canárias), a Delegação do Governo das Ilhas Canárias acaba de realizar um comício em memória de Pilar e Czarina em todas as suas sedes nestas ilhas.
016 atende todas as vítimas de violência sexual e pessoas ao seu redor 24 horas por dia e em 53 idiomas diferentes, como o e-mail 016-online@igualdad.gob.es; O atendimento também é feito através do WhatsApp através do número 600000016, podendo os menores contactar o telefone Fundação ANAR 900 20 20 10.
Em caso de emergência, pode ligar para o 112 ou para os números da Polícia Nacional (091) e da Guarda Nacional (062) e caso não consiga ligar, pode utilizar a aplicação ALERTCOPS, que enviará um sinal de alerta à Polícia com geolocalização.EFE















