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A situação dos 20 espanhóis presos no conflito no Iêmen: quatro grupos chegaram à Arábia Saudita

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FOTO DE ARQUIVO.- Foto mostrando uma árvore do tipo “árvore de sangue de dragão”, na ilha de Socotra, a cerca de 400 quilômetros da costa do Iêmen. A ilha de Socotra foi reconhecida pela UNESCO como patrimônio natural mundial em 2008. EFE/YAHYA ARHAB

A expulsão dos primeiros turistas espanhóis retidos na ilha Socotoráapós a suspensão dos voos causada pela escalada do conflito no Iémen continental, já aconteceu.

Segundo informou o vice-governador do arquipélago e responsável pela Cultura e Turismo, Yahya Saleh Afrar, em conjunto com o operador turístico, ambos citados pela agência. EFEprimeiro grupo conseguiu sair vindo de uma ilha distante e chegou à cidade de Jeddah, na Arábia Saudita.

Total de quatro espanhóis Eles estavam viajando em um dos voos de socorro oferecidos pela Yemeni Airlines para Jeddah. Segundo estas fontes, outros seis cidadãos espanhóis planeiam voar no próximo sábado, se a situação for possível.

Nem a agência nem a transportadora disseram que estava claro se ainda havia algum espanhol, apesar dos relatórios iniciais. cerca de vinte Eles podem ter ficado presos em Socotra entre os cerca de 600 turistas que visitavam a ilha na época. Até agora, o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol ainda não se pronunciou sobre esta ação de deportação, como apontou a EFE.

O responsável iemenita explicou que o avião iemenita estava fazer da evacuação uma prioridade para “famílias, idosos viajantes, crianças e doentes”.

Esta decisão surge na sequência da perturbação do tráfego no principal aeroporto da ilha, em consequência da guerra entre as forças apoiadas pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos no continente iemenita. A suspensão dos voos permitiu planear o regresso de grande parte dos turistas que visitaram o arquipélago nas datas suspensas.

A paralisação do aeroporto ocorreu após a retirada do exército do emirado no país, no âmbito da coligação militar liderada por Riade, retirada realizada na semana passada a pedido do governo iemenita internacionalmente reconhecido, apoiado pela Arábia Saudita, e num prazo de 24 horas.

Passageiros saindo do ônibus
Passageiros descem de ônibus no aeroporto de Aden, no Iêmen. (REUTERS/Fawaz Salman)

Esta ação militar resultou no cancelamento dos voos de regresso a Abu Dhabi, restando a única opção de partida via Jeddah. Segundo a agência EFE, esta situação resultou incerteza tanto entre turistas como entre residentes locais, que dependem do tráfego aéreo para abastecer produtos essenciais e comunicar com o mundo exterior.

Além disso, as autoridades locais também expressaram a sua opinião preocupação devido ao impacto desta crise na economia do turismo em Socotra, um lugar que tem registado um crescimento notável nos últimos anos, apesar da instabilidade regional.

Até ao final de dezembro, Socotra, um arquipélago no Oceano Índico reconhecido como Património Mundial da UNESCO e localizado a mais de 300 quilómetros a sul da costa do Iémen, tinha voos acessíveis a partir de Abu Dhabi. Contudo, neste momento a ligação aérea só é feita Arábia Sauditasegundo a EFE, que acompanhou o desenvolvimento da crise desde o início do incidente.

Dizem que pelo menos sete pessoas foram mortas num atentado bombista saudita contra um complexo do Conselho de Transição do Sul.

A dependência da ilha do tráfego aéreo dificultando a chegada comodidades básicas e fluxo de visitantes. O futuro imediato da permanência espanhola em Socotra depende do desenvolvimento do conflito e da reabertura da rota de saída.



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