A preocupação do governo venezuelano centra-se no aumento da actividade militar norte-americana perto da costa nacional, o que diz ser o reforço da estratégia que visa limitar a perspectiva internacional do país. Segundo a Europa Press, Caracas sustenta que a combinação da pressão militar e o reforço das sanções representa a ruptura da independência e da economia, ao fortalecimento da cooperação externa e à capacidade de gerir a sua energia. Com base nisso, a administração de Nicolás Maduro apresentou uma queixa oficial contra os Estados Unidos às Nações Unidas, dizendo que estas políticas violam os princípios da soberania nacional e afetam os setores produtivos mais importantes da Venezuela.
Segundo a notícia publicada pela Europa Press, um dos principais eixos do ataque internacional de Caracas é a proteção dos seus interesses no mercado energético. O executivo venezuelano sustenta que as sanções norte-americanas, além de restringirem o funcionamento do sector petrolífero, colocam em risco o equilíbrio interno e externo da economia nacional. A decisão de levar a denúncia às Nações Unidas responde à tentativa de colocar o caso venezuelano no centro do debate sobre a legalidade e as consequências das restrições impostas por Washington nos domínios do comércio e da energia.
A Europa Press salientou detalhadamente que o governo venezuelano considera que a imposição de uma proibição especial aos navios relacionados com a exportação de petróleo complica enormemente as operações de transporte marítimo, limitando severamente a disponibilidade de divisas. Além disso, as autoridades oficiais acusam que as regulamentações dos EUA se destinam a impedir a capacidade da Venezuela de entrar no comércio internacional, aumentar o nível de fragilidade económica e comprometer a sua estabilidade.
Tal como o governo Maduro explicou à comunidade internacional, a dependência das exportações de petróleo tem um impacto direto no acesso aos recursos, pelo que qualquer intervenção afeta não só a economia nacional, mas também afeta o funcionamento do sistema financeiro e comercial global. A Europa Press relata que o Executivo se refere a Washington como uma intervenção multifacetada, que inclui atividades económicas, jurídicas e militares com o objetivo claro de dirigir a política interna e gerir os rumos da política externa venezuelana.
Entre as principais preocupações das autoridades de Caracas estão as medidas internacionais que classificam a administração como uma “organização terrorista”, bem como as declarações de proeminentes figuras políticas americanas. A Europa Press citou o ex-presidente Donald Trump, que declarou: “Os Estados Unidos manterão a pressão até que a Venezuela abra mão do controle do petróleo, da terra e de todos os outros bens que nos foram roubados no passado”. O governo venezuelano entende estas declarações como uma confirmação da atitude de rejeição da riqueza nacional, o que fortalece a motivação para apresentar uma queixa internacional.
A vice-presidente Delcy Rodríguez, em comunicado divulgado pela Europa Press, confirmou que a apresentação às Nações Unidas é uma ferramenta para impedir a experimentação de bens e recursos através de sanções que, na opinião do Executivo, vão contra os princípios básicos da Carta das Nações Unidas. Caracas insiste que estas medidas não afectam apenas o ambiente económico venezuelano, mas também contribuem para distorcer a ordem jurídica internacional e alterar o comércio global e as trocas financeiras, usando o argumento da segurança internacional.
A Europa Press nota que, do ponto de vista dos venezuelanos, existe uma correlação entre o reforço das sanções e a divulgação de campanhas de informação apresentadas por porta-vozes oficiais dos EUA. De acordo com esta abordagem, o objectivo de tal campanha é desenvolver uma perspectiva internacional e preparar o terreno para a implementação de sanções adicionais, sanções financeiras e novas medidas de isolamento nas esferas diplomática e económica. As autoridades de Caracas alertam que este tipo de narrativa pode afectar a percepção global e a estabilidade institucional noutros países.
O contexto do conflito entre os dois países inclui a recente crise diplomática, a aceitação de restrições comerciais mútuas e a deterioração do diálogo entre as instituições, uma situação que complica todos os esforços para reconstruir a cooperação, afirma a Europa Press. O governo venezuelano descreve o uso repetido de acusações relacionadas com terrorismo, tráfico de drogas e tráfico de seres humanos pelos Estados Unidos como uma ferramenta política destinada a justificar o reforço das restrições e sanções.
A Europa Press enfatizou que a estratégia venezuelana vai além das reclamações às Nações Unidas. Pretende obter o apoio de governos relevantes, organizações multilaterais e fóruns regionais para manter as operações governamentais e proteger a estabilidade institucional. Com base neste movimento, Caracas procura gerar uma nova influência diplomática e jurídica no cenário mundial, apostando na protecção do seu património e nas perspectivas internacionais.
A forte rejeição à intervenção estrangeira destaca-se mais uma vez como um dos princípios centrais da política venezuelana, segundo a divulgação dos meios de comunicação europeus. Caracas insiste no respeito pela autonomia e igualdade nacionais, princípios baseados na Carta das Nações Unidas, e considera prioritário garantir o pleno acesso aos recursos e às rotas comerciais internacionais como elementos essenciais para a sobrevivência e o desenvolvimento.
A série de comunicações diplomáticas emitidas pela administração Maduro coloca a protecção da integridade territorial e do modelo institucional no centro das suas reivindicações, para além da protecção do sector energético e da protecção das actividades comerciais. Segundo a Europa Press, o recente reforço dos esforços diplomáticos resultou na intenção de reforçar a cooperação e fortalecer o sistema de cooperação com organizações internacionais e comunidades regionais.
O executivo venezuelano está a concentrar esforços na atração de apoio político e jurídico que lhe permita lidar com o impacto das sanções. Segundo a Europa Press, o governo pede à comunidade internacional que rejeite medidas restritivas e promova a proteção dos princípios contidos na Carta das Nações Unidas. As autoridades insistem que o principal objetivo das sanções é limitar a esfera de atividade do Estado venezuelano, tanto económica, política e diplomática.
A mesma informação indica que o método oficial inclui a utilização de todos os diferentes canais para procurar apoio face à crescente pressão externa, além de fortalecer a posição do país em relação aos direitos do Estado e à protecção dos recursos nacionais. Segundo um inquérito compilado pela Europa Press, a cooperação entre as duas partes é a prioridade da cooperação entre as partes e a outra parte em cooperação com organizações internacionais.
A decisão de ampliar as atividades diplomáticas responde também ao interesse em garantir a continuidade das atividades comerciais e energéticas, com a preservação da capacidade das instituições face às novas restrições. Caracas formula seu argumento pela defesa do princípio da não intervenção e do respeito à soberania nacional como princípio norteador da coexistência internacional. As autoridades mantêm a exigência de travar a implementação de políticas que visam a destruição da economia do país e do sistema estatal, e de reforçar a segurança dos sectores estratégicos e a manutenção dos canais de exportação de matérias-primas essenciais, especialmente o petróleo, considerado a base da economia e apoiando o fluxo de recursos para o Estado.















