Abelardo de la Espriella, candidato presidencial e proeminente advogado, abalou o cenário político colombiano ao desafiar publicamente Iván Cepeda, candidato apoiado pelo Petrismo, durante a sua intervenção numa entrevista.
Os confrontos ocorreram no contexto de uma campanha marcada pela tensão e pela expectativa antes das eleições de 2026. De la Espriella criticou a ausência de Cepeda no debate e acusou-o de evitar o confronto perante os cidadãos.
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O advogado manifestou confiança em avançar ao segundo turno, citando as últimas pesquisas que o colocam entre os favoritos.
“Não vou passar a campanha chamando todo mundo à ordem porque tenho que focar na proposta. (…) Temos tudo para ser um grande país”, disse De la Espriella. Uma semana.

Adãoé, Disse que as próximas eleições são muito decisivas, porque pensa que a democracia e a liberdade do país estão em perigo.
Desafios e acusações diretas
O desafio de De la Espriella a Cepeda não se limitou a termos gerais. Os seus rivais acusaram-no de perturbar o que descrevem como o legado político de Gustavo Petro, das FARC e do ELN.
“Não seja covarde, deixe-o ficar ao meu lado e vir discutir”, disse o advogado, acrescentando: “Se ele quiser que eu vá com os papéis, traga o advogado e diga-lhes para contarem a ele”. “Deixe que ele pinte como quiser, o que eu quero é que ele mostre a cara e que o povo colombiano saiba que Cepeda é um farsante e mentiroso”.
Durante a sua intervenção nos referidos meios de comunicação, De la Espriella ampliou as críticas ao salientar que, na sua opinião, “se o candidato petrista vencer as eleições, defenderá o projeto político semelhante ao Petro”, que, segundo ele, “fracassou em todo o mundo e levará a Colômbia à destruição total”, observou.

Cepeda lidera a votação, mas o debate está pendente
Na sua análise, De la Espriella reconheceu a validade da base eleitoral do petrismo e atribuiu parte deste apoio à estratégia populista. Ele confirmou que o atual presidente sabe construir um sistema político eficaz.
“Petro pode ser qualquer coisa, mas não é louco e é um estrategista político incrível”, disse ele. o Uma semana. Ele acrescentou que, embora o petrismo tenha uma base ampla, não seria suficiente para vencer o primeiro turno e previu um cenário diferente no segundo turno.
O candidato também falou sobre a recente polêmica, dizendo que o presidente admitiu obstruí-lo, o que descreveu como um exemplo do exagero do presidente. “Ele sabe o que fazer e quando fazer, mesmo que às vezes cometa o erro de ir muito ‘rock and roll’, como dizemos no Caribe”, disse ele.

De la Espriella, convencido do seu potencial, espera que a verdadeira batalha seja decidida no segundo turno e não descarta a possibilidade de parceria com Paloma Valencia, dependendo do resultado do primeiro turno.
“Eles criam qualquer coisa porque sabem que seu interesse termina em mim”, disse ele.
Programas governamentais: diferenças profundas
Seis semanas antes do primeiro turno, tanto De la Espriella quanto Cepeda começam a delinear suas propostas. O programa do advogado, batizado de “País das Maravilhas”, foi lançado em torno da narrativa de reconstrução do país com base em valores como segurança, instituições e prosperidade. Entre suas principais promessas estão:
- Promover a “maioria moral e política” para a reconstrução nacional.
- As instituições estão “limpando”, a começar pela Ecopetrol.
- A proibição de todas as lutas de luta livre eleva o padrão da constituição.
- 330.000 hectares de culturas ilegais foram eliminados.
- Implementar um “plano de choque” para o sistema de saúde com uma injeção de 10 bilhões de pesos.

Por outro lado, Cepeda direciona sua proposta para a agenda social focada nas vítimas do conflito armado e na mitigação das mudanças iniciadas pelo atual governo. Os principais eixos incluem:
- Devolva o que foi roubado da corrupção para compensar as vítimas.
- Promover uma “revolução agrária” para reforçar a segurança alimentar e o valor das zonas rurais.
- Promover oportunidades e infraestruturas para a paz.
- Promove a redução da desigualdade e da pobreza.
- Incentivar o desenvolvimento produtivo de regiões democráticas e autónomas.















