Desde que se soube que David Murcia Guzmán, fundador da DMG, e seu ex-advogado e atual candidato presidencial Abelardo de la Espriella apresentaram uma queixa disciplinar, foram revelados os detalhes das exigências feitas pelo empresário condenado na Colômbia.
De acordo com a denúncia, De la Espriella violou gravemente os deveres profissionais de integridade, diligência, ética e confiança. Ele foi acusado de reter 5 bilhões de pesos em taxas e de abandonar a legítima defesa. Além disso, os documentos indicam que o advogado divulgou informações confidenciais, violando o sigilo da relação cliente-advogado.
A denúncia também afirmava que De la Espriella foi negligente na proteção de Murcia Guzmán, pois não documentou quaisquer irregularidades durante a prisão de seu cliente. Ele supostamente não informou ao juiz que Murcia Guzmán estava detido no Panamá e não em Cartagena, como disseram as autoridades, e a data de sua detenção foi alterada. A reclamação inclui um potencial conflito de interesses.
A última coisa que se sabe sobre este caso ficou nas mãos do juiz Martín Leonardo Suárez Varón, em Bogotá..
Foi marcada data para a primeira audiência do caso
Em discussão com Infobae Colômbiaa candidata presidencial Sondra Macollins, que novamente é defensora de David Murcia Guzmán, revelou muitas acusações e questionamentos sobre o processo envolvendo seu cliente e Abelardo de la Espriella.
Macollins anunciou que o caso terá a sua primeira audiência no dia 4 de junho e detalhou como Murcia Guzmán o contactou após a sua condenação, com a intenção de obter apoio para reforçar o que diz serem violações dos seus direitos fundamentais.. “Ele disse, eu não digo, disse o senhor David Murcia, que seu advogado o roubou, o traiu, o vendeu e nunca denunciou.”
Macollins informou que, em resposta às reclamações de seu cliente sobre ações anteriores de seu advogado de defesa, propôs apresentar queixa ao Conselho Judicial. Múrcia entrou com uma ação e, segundo o advogado, a investigação foi aprovada por um juiz que marcou data para a audiência onde serão apresentadas as provas. Uma das coisas que o antigo dirigente do DMG quer provar é que “deu-lhe dinheiro, deixou-o em paz e não devolveu esse dinheiro quando não o representou”.

Os advogados argumentaram que a defesa de De la Espriella se concentrou na argumentação da alegação de custos, posição que ele nega. “Em termos de taxas, o prazo de prescrição corre quando as taxas são reembolsadas a partir de cinco anos após o cliente ter apresentado a sua reclamação”Macollins explicou.
Este candidato confirmou que o caso ainda está em andamento. Confirmou que cumprirá integralmente as disposições da lei e da Constituição da Colômbia, apresentando as fontes jurídicas pertinentes.

Macollins também destacou que David Murcia Guzmán é “o único colombiano condenado duas vezes pelos mesmos fatos, cumprindo a segunda pena pelos mesmos fatos”. Segundo a defesa, os demais réus do mesmo caso evitaram uma segunda condenação aplicando a regra básica, enquanto Múrcia foi julgado e condenado nos Estados Unidos e na Colômbia pelas mesmas acusações.
Segundo os advogados, abre caminho para o reconhecimento do tempo despendido e a garantia do direito à igualdade de justiça.
Macollins relatou representar quase 400 mil famílias afetadas pela intervenção governamental no sistema DMG, que ainda está sob controle judicial 18 anos depois. “Não sei se o remédio é melhor que a doença ou se o remédio é pior que a doença, mas essas pessoas também precisam de justiça”.disse o advogado.















