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Álvaro Uribe acusa Gustavo Petro de usar “falsa narrativa” para promover Iván Cepeda

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Uribe destacou que o governo está usando ideias enganosas para influenciar a opinião pública sobre a economia e as reformas – crédito Lina Gasca/Colprensa

O ex-Presidente Álvaro Uribe fez uma nova e dura crítica ao Governo do Presidente Gustavo Petro, após o discurso presidencial de quarta-feira em que o chefe de Estado defendeu o aumento do salário mínimo e a declaração de emergência económica. Para Uribe, a mensagem do presidente é uma estratégia política com fins eleitorais.

“O presidente Petro tem uma narrativa falsa para buscar a eleição de seu candidato, Iván Cepeda”, disse o ex-presidente, ao comentar publicamente o discurso presidencial. Segundo Uribe, o Governo utilizará ideias enganosas para influenciar a opinião pública, especialmente em questões sensíveis como a economia e as reformas estruturais.

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Álvaro Uribe acusa o presidente Gustavo Petro de usar narrativas falsas para fins eleitorais na Colômbia – crédito @AlvaroUribeVel/X

O líder do Centro Democrático confirmou que esta não será uma estratégia nova. No seu discurso, lembrou que durante a campanha presidencial, há quatro anos, Petro utilizou, na sua opinião, “narrativas falsas” sobre os grandes problemas do país. “A estratégia do presidente Petro, há quatro anos, era uma mentira sobre pensões, cerca de 100 leis, sobre muitos assuntos internacionais, e agora ele mente sobre tentar a eleição do candidato Cepeda”, disse ele.

Uribe sublinhou a necessidade de responder antecipadamente a este tipo de retórica e apelou a reações constantes da oposição. “Portanto, parece-nos muito importante agir a tempo. Parece-nos mais importante fazer esses esforços de tempos em tempos e repeti-los”, disse ele. ao mesmo tempo que agradece àqueles que apoiaram o anúncio.

Estes anúncios surgem num momento de intensa tensão política, marcado por debates em torno das decisões económicas e ambientais do Governo antes das eleições que começam a ganhar força no país. Até o momento, nem o presidente Gustavo Petro nem o senador Iván Cepeda comentaram as acusações do ex-presidente.

Uribe confirmou que a estratégia
Uribe confirmou que a estratégia do Petro não é nova e que usou retórica semelhante sobre pensões e a Lei 100 em campanhas anteriores – crédito Lina Gasca e Catalina Olaya/Colprensa

O debate sobre os rumos económicos do país voltou ao centro das atenções com a nova intervenção pública do presidente Gustavo Petro. Num novo discurso, O presidente saiu em apoio a duas das decisões mais polêmicas do Governo nos últimos meses, o aumento de 23% do salário mínimo. e emissão de decretos econômicos.

Concentrando-se apenas no impacto imediato do crescimento, a Petro ofereceu uma defesa apoiada em números. Segundo sua explicação, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), medido por Dane, aumentou -2,6% em dezembro de 2025 em relação a 2024. Para o presidente, esse dado é importante porque inclui o aumento anterior do salário mínimo durante sua gestão, o que, na sua opinião, mostra que esta nova alteração não aumentará os preços.

O chefe de Estado também citou um relatório de Corabastos, o principal centro de abastecimento do país, para reforçar o seu argumento. Isso pode ser percebido, disse ele, na estabilidade dos preços de diversos produtos da cesta básica. “O salário mínimo é obrigatório pela Constituição (…) O preço dos Corabastos está estável e durante o último ano o custo de produção diminuiu”, disse ele.

Gustavo Petro defende a subida
Gustavo Petro defende aumento do salário mínimo, apoia posição contra queda de preços ao produtor registrada pelo dinamarquês – crédito César Carrión/Presidência

Neste contexto, Petro anunciou que instruiu o ministro das Finanças, Germán Ávila, a emitir um decreto cancelando o aumento do salário mínimo para o custo da habitação social, uma das áreas mais sensíveis deste tipo de ajustamento.

O presidente também defendeu o pacote de estímulo econômico, que permite ao Executivo criar novos impostos sem passar pelo Congresso. Ele enfatizou que o imposto atingiria apenas os “super-ricos” e que eles procurariam garantir o pagamento da dívida quando as leis de resgate fossem violadas. Por fim, o Petro enviou uma mensagem direta ao Tribunal Constitucional, que está a analisar a legalidade do decreto. “Espero que o juiz compreenda estes números (…) se for retirada a capacidade do Estado de pagar a dívida, aumenta o custo do seu pagamento”, concluiu.



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