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Amigos e ativistas lembram tripulantes que morreram em Miami após cirurgia em Cuba

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Miami (Estados Unidos), 26 de fevereiro (EFE).- Os amigos e familiares dos tripulantes dos dez navios capturados pelas forças do governo de Havana no mar cubano recordaram-nos quinta-feira durante uma vigília em frente ao Café Versailles, considerado um campo de exílio cubano em Miami, onde prestaram homenagem à liberdade de Cuba.

A manifestação reuniu ativistas, famílias e líderes proeminentes no exílio em meio a uma atmosfera de ansiedade e raiva pelo que aconteceu no mar na quarta-feira, um evento que ainda tem “muitas nebulosas”, disseram alguns dos presentes.

Alberto Rivero Castillo, ativista cubano de 60 anos e ex-advogado na ilha, disse à EFE que o que aconteceu foi, na sua opinião, um “genocídio”.

“Estamos a falar de um pequeno barco de pesca, de motor único, em oposição à guarda costeira com armamento pesado. É muito desproporcional. O que aconteceu no mar é conhecido e os meninos vivos sabem disso; os mortos não podem contar a sua versão”, afirmou.

O homem conhecia pessoalmente vários membros da tripulação, “filhos de combatentes pela liberdade, pais, patriotas”. “Há poucos dias falei com alguns deles. Além de estarem exilados, existem diferentes posições na forma de lidar com o governo, são pessoas comprometidas com a causa cubana”, disse.

Outros presentes concordaram em salientar que os mortos e detidos eram membros de diferentes movimentos de exilados, alguns deles apoiantes da chamada “guerra armada”, uma escolha que causa divisão na sociedade, mas, como sublinharam, não os torna “terroristas”.

“O facto de haver pessoas que acreditam que o governo deve lutar com armas não significa que sejam pessoas violentas no seu quotidiano. Pessoas que foram muito activas nos protestos, nas redes sociais, nos eventos comunitários. Eram pessoas pacíficas, conversaram, debateram e organizaram reuniões”, disse um activista que pediu anonimato, explicou à EFE.

O activista afirmou ainda que a decisão de ir a Cuba foi uma resposta ao “cansaço acumulado” após décadas de exílio. “Há uma geração que está cansada de ver os anos passarem e nada mudar. Querem que o público perca o medo, como aconteceu no dia 11 de julho.

Por seu lado, Seriocha Fernández Rojas, activista da organização Cuba Primero, de 39 anos, que também mantém relações estreitas com vários membros da equipa, mostrou-se muito emocionado, admitindo que a notícia o deixou “num misto de desamparo e tristeza”, não só pela sua morte e prisão, mas pela reacção que se seguiu.

O ativista enfatizou que, apesar das divergências internas sobre a estratégia de lidar com o governo cubano, os trabalhadores são pessoas comprometidas com a causa.

“São homens que estão convencidos de que Cuba precisa de mudança. Podemos discutir sobre como, mas não há como negar que são cubanos que querem ver o seu país livre”, disse ele.

O Ministério do Interior cubano anunciou que a tripulação dos dez navios, que saíram da Flórida, tinha a intenção de “entrar com fins terroristas”, mas o Governo dos EUA, onde estava a tripulação dos dez navios, investigou o incidente.

As forças cubanas mataram quatro tripulantes do navio e feriram outros seis. EFE

(foto) (vídeo)



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