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Amnistia Internacional considera “provável” violação do direito internacional na intervenção na Venezuela

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Ativistas e defensores dos direitos humanos que se opuseram ao governo de Nicolás Maduro durante anos estão entre os setores considerados de maior risco após a entrada dos militares dos EUA na Venezuela. Esta afirmação faz parte de um comunicado da Amnistia Internacional, publicado após a detenção de Maduro e Cilia Flores, transmitido aos meios de comunicação social, no qual a organização manifestou grande preocupação com a situação de segurança básica no país sul-americano e alertou para as consequências do aumento das tensões.

De acordo com relatos da mídia, a Amnistia Internacional descreveu a intervenção militar dos EUA como “altamente provável” de ser uma violação do direito internacional, bem como da Carta das Nações Unidas. A ONG também confirmou que a intenção do público de Washington de governar a Venezuela e controlar os seus recursos petrolíferos reforça a possibilidade de incumprimento das normas internacionais. A organização apelou especificamente à administração de Donald Trump para que tomasse medidas para garantir a segurança da população civil e a protecção dos direitos humanos de todas as pessoas privadas da sua liberdade, incluindo figuras políticas como o presidente detido.

De acordo com as informações recebidas, a organização também apelou às autoridades venezuelanas para que se abstivessem de repressão e lembrou-lhes a sua responsabilidade de respeitar o direito internacional e os direitos dos cidadãos. A Amnistia Internacional deixou clara a necessidade de proteger os direitos de todos os venezuelanos, num lembrete enviado a ambas as partes envolvidas no conflito.

A mídia explicou que em seu comunicado a ONG reafirmou sua solidariedade ao povo venezuelano e mencionou os milhares de vítimas e sobreviventes que, segundo a organização, sofreram graves violações e crimes contra a humanidade sob o governo Maduro. Além disso, destacou a migração de milhões de pessoas que deixaram o país nos últimos anos para escapar das más condições.

No que diz respeito à responsabilidade internacional e aos mecanismos de responsabilização, a Amnistia Internacional reiterou o seu pedido de uma investigação exaustiva do governo Maduro. Tal como no passado, a organização encarregada de processar os funcionários solicitou a criação de um tribunal independente e imparcial quando as provas assim o determinaram, informou a comunicação social.

A intervenção militar dos EUA e a detenção de um presidente em exercício por um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas mostram, segundo declarações recolhidas pelos meios de comunicação social, a deterioração do direito internacional e do sistema de relações entre as instituições mundiais. A Amnistia Internacional alertou que este tipo de acções poderia reforçar a lógica internacional baseada no uso da força, intimidação e ameaças militares, o que poderia encorajar acções semelhantes por parte de outros actores estatais.

O artigo listado lembra, segundo palavras da organização, que “essas ações são um sinal de um sistema internacional controlado pela força militar, ameaças e ameaças, e aumentam a possibilidade de que outros realizem ações semelhantes”. A ONG concluiu destacando as suas preocupações sobre o precedente estabelecido por esta operação militar e o seu potencial impacto na estabilidade e no respeito pelos direitos fundamentais, afirmaram os meios de comunicação social.



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