Em entrevista com Andrea Castagnola durante o programa Infobae retornaráanalisado detalhadamente pelo cientista político a nova lei que Suprema Corte pressionando para eleger um juiz na Argentina.
Em estudos com Gonzalo Aziz, Diego Iglesias, Malena de los Ríos, Matías Barbería e Mica Mendelevich, Castagnola levantou a hipótese de que A proposta «tem muitos aspectos positivos»embora tenha alertado sobre pontos que ainda são controversos. “O exame se tornou muito importante, inclusive o tema da questão, sabe-se que a questão já foi divulgada antes.. A proposta do Tribunal é realizar dois exames escritos, um anônimo e automatizado com inteligência artificial, e outro anônimo como antes”, disse.
A Suprema Corte oferece um exame anônimo e menos formal
Castagnola destacou que a nova regra cria uma inovação significativa: “Atualmente a comissão que faz o exame corrige. A sugestão do Tribunal é: temos uma comissão que faz o exame e outra comissão corrige”. Além disso, destacou ainda a intenção de criar um concurso preliminar para reduzir o tempo e evitar o acúmulo de vagas: “A duração da lei deve ser de no mínimo nove meses, mas dura de três a sete anos”.
O novo sistema introduz um exame inicial, autocorrigido e anônimo de múltipla escolha, seguido de uma segunda amostra escrita. “Um dos aspectos interessantes é o uso da inteligência artificial e o anonimato do teste para evitar vazamentos e egoísmos”disse o cientista político.
Limites nas entrevistas e transparência na seleção
O debate centrou-se no processo de entrevista, que historicamente tem sido identificado como o locus da discricionariedade. Castagnola explicou: “A parte discricionária entra fortemente na parte da entrevista. A recomendação do STF é que a entrevista represente apenas 10% da nota final”. Ele explicou que atualmente esse percentual não é controlado e pode alterar a ordem de mérito sem sentido.
Ele enfatizou a importância de estabelecer parâmetros de referência objetivos e transparentes: “Transmitir a entrevista e ser atendido, não fechar a porta e não parar, no final do dia, num café ou negociação informal”. Para Castagnola, a oralidade não pode ser substituída na avaliação dos futuros juízes, mas deve estar sujeita a regras claras e ao controle público.

Vagas, prudência política e a urgência da reforma
Especialistas alertaram sobre os efeitos da paralisia nas consultas: “Hoje, 37% dos tribunais nacionais e federais estão vazios. Porque o presidente não apresenta lista ao Senado.. Ele explicou que embora as novas regras busquem fortalecer a concorrência, “elas não resolvem a manipulação política do Poder Executivo, que decide se levanta ou não uma lista restrita, o que também acontece com os procuradores”.
Para Castagnola, a proposta da Corte é um avanço na redução da discricionariedade política, mas o desafio permanece em fazer nomeações e tornar transparentes todas as etapas da competição. Concluiu que a sociedade civil e a academia exigem mudanças urgentes, enquanto o debate no Conselho Judicial ainda está aberto: “O próprio conselho regula o seu trabalho. É necessária uma maioria qualificada de dois terços para aprovar a mudança”.
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