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As autoridades ambientais alertaram que a exportação de iguanas verdes e tartarugas marinhas poderia agravar a crise da Páscoa.

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O tráfico ilegal de animais na Colômbia aumentou dramaticamente nas semanas que antecederam a Semana Santa – crédito ao Gabinete do Prefeito de Bogotá

O tráfico ilegal de animais voltou a soar o alarme na Colômbia, numa altura do ano em que estas práticas estão a aumentar. A poucas semanas da Semana Santa, as autoridades ambientais informam que mostra a pressão enfrentada por espécies como a iguana e a tartaruga hicotea, essenciais em algumas partes do país.

Por trás de cada rapto há uma história não contada, do meio ambiente e dos animais alterados sendo submetidos a métodos cruéis. Até agora, em 2026, mais de 15.500 ovos de iguana e cerca de 1.000 tartarugas foram capturados pela Corporação Regional Autônoma (CAR), numa operação com a Polícia e o apoio da comunidade.

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Mais de 15.500 ovos
Mais de 15.500 ovos de iguana e 1.000 tartarugas foram capturados pelo CAR até agora em 2026 – Prefeito de Barranquilla.

Os dados, fornecidos pela Asocars, mostraram um problema persistente que piora em determinadas épocas. Magdalena lidera a lista de prisões, com 8.505 ovos capturados, seguida por departamentos como Cesar e Córdoba, que também encontraram números importantes.

“Para obter ovos, as iguanas fêmeas são submetidas a métodos brutais que têm um efeito irreversível na sua capacidade de reprodução e colocam em risco a sobrevivência da espécie”, alerta Corpamag. “Lembremos que a extração e venda ilegal de ovos de iguana tem um impacto significativo no meio ambiente, com impactos ecológicos, populacionais e biológicos significativos”.

O resultado não é apenas o bem-estar animal. A iguana verde desempenha um papel importante no ecossistema caribenho, especialmente nas florestas tropicais secas, onde contribui para a dispersão de sementes e a regeneração natural. O seu declínio, alertam os especialistas, poderá alterar o equilíbrio do ambiente e acelerar a perda de biodiversidade.

Mineração e vendas ilegais
A colheita e comércio ilegal de ovos de iguana causa danos irreversíveis ao potencial reprodutivo e à longevidade da espécie – crédito AP

Somado a isso está um risco adicional que muitas vezes é esquecido nessas práticas, a saúde humana. As autoridades alertaram que tanto quem manuseia estes produtos como quem os ingere podem estar expostos a doenças zoonóticas, ou seja, aquelas que são transmitidas dos animais para os humanos. Dentre elas, a salmonelose é uma das mais frequentes, com sintomas que podem variar desde sintomas gastrointestinais leves até complicações mais graves, principalmente em crianças e adultos. Esta situação não só compromete a saúde do indivíduo, mas também aumenta o problema no âmbito da saúde pública, ao criar uma possível epidemia relacionada ao tratamento inadequado dos animais.

Por outro lado, as tartarugas também estão entre as principais vítimas deste fenómeno. Mais de 1.000 exemplares foram salvos até agora este ano, a maioria deles pertencentes à espécie hicotea, muito útil em algumas áreas. Os números mostram a magnitude do problema: só em Sucre foram recebidas 456 pessoas, enquanto em Córdoba subiu para 354. Estes casos são complementados por relatos de entrega voluntária, como o de 130 tartarugas Morrocoy registadas em Cesar, o que mostra que, embora o tráfico de pessoas continue, há também uma maior consciência da protecção da população em alguns sectores.

Fortalece o movimento e
As autoridades estão reforçando suas ações e campanhas para evitar a procura de animais em períodos difíceis como a Semana Santa – Ministério Público.

O quadro tornou-se ainda mais preocupante quando se analisam as estatísticas globais. Durante o ano de 2025, a Empresa Autônoma Regional cuidou de cerca de 40 mil animais, dos quais 47,6% eram répteis, estabelecendo-se como o grupo mais vulnerável ao tráfico ilegal de animais no país. Embora mais de 21.000 tenham conseguido ser introduzidos no seu habitat natural, o impacto no ambiente não desaparece. Cada extracção altera o ambiente, perturba os ciclos biológicos e reduz a biodiversidade, deixando consequências que não são imediatamente visíveis, mas que se acumulam ao longo do tempo.

Face a esta situação, as autoridades reforçam as suas ações e campanhas, especialmente em tempos difíceis. A proximidade da Semana Santa, quando a procura destas espécies aumenta devido às tradições culturais, representa um desafio adicional para o controlo. A CAR afirma que a proteção dos animais não é responsabilidade exclusiva das autoridades. O apelo é direto aos cidadãos: evitem consumir estes produtos, não os levem como animais de estimação e denunciem qualquer atividade ilegal.



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