O governador Gustavo Petro decretou que deve haver contabilidade aberta para todas as empresas sob supervisão da Administração Financeira. As medidas afetam diferentes empresas, que devem se adaptar às novas regras dentro de um determinado período para fortalecer a concorrência, ampliar a inclusão financeira e promover a inovação.
As novas regras exigem que as empresas compartilhem os dados financeiros de seus clientes com terceiros autorizados, sempre com o consentimento do proprietário. O Sistema Financeiro Aberto introduz acesso padronizado à informação através de tecnologia API segura (regras e protocolos que permitem que dois componentes se comuniquem com o software, facilitando a troca de dados e funções), o que facilitará a comparação e seleção de produtos financeiros como o CDT, melhorará a experiência do usuário e criará um ambiente mais competitivo no sistema colombiano.
Substituir o atual regime voluntário
O Decreto 0368, de 7 de abril de 2026, assinado pelo Ministro da Fazenda, Germán Ávila Plazas, substitui o regime voluntário em vigor desde 2022 e responde ao decreto da Lei 2.294 de 2023, que exige regras para todos que recebem informações financeiras. Sob este padrãoo sistema é definido como um ambiente de autoridades, regras, padrões e participantes que permitem o compartilhamento e acesso de dados pessoais. dos usuários que controlam as Finanças, sempre com a permissão do proprietário.

A obrigatoriedade se estende a bancos, empresas especializadas em depósitos e pagamentos eletrônicos (Sedpe), seguradoras, corretoras de valores, gestoras de fundos de pensão, organismos oficiais especiais e demais instituições financeiras. O modelo substitui o sistema anterior, que estabelece que todas essas entidades devem garantir as transações de dados e o uso de APIs, protegendo as informações dos clientes.
Implementação e prazo do sistema Open Finance na Colômbia
Nos próximos seis meses, o calendário oficial será determinado através da publicação de normas técnicas pelo Auditor Financeiro.
As entidades reguladas dispõem de um período de pelo menos doze meses a contar da publicação destas normas para adotarem estes regulamentos. O regulador pode conceder uma prorrogação de até seis meses adicionais, enquanto outra prorrogação excepcional de seis meses é concedida a pessoas jurídicas que não sejam pequenas empresas. Assim, o período de candidatura pode ser prorrogado até 24 meses para participantes de alguns setores.

Efeitos na produtividade e concorrência: o caso do CDT
Um dos produtos mais afetados é o certificado de depósito (CDT). Em resposta, o analista financeiro David Susa, cofundador da MejorCDT, explicou “Quando a informação financeira se torna disponível, os utilizadores deixam de depender do processo de distribuição para tomar decisões sobre onde gastar o seu dinheiro e têm acesso a produtos e serviços mais bem adaptados.”
O especialista destacou que, historicamente, a abertura e a reforma do CDT envolveram um processo complexo. O novo sistema permitirá negociações mais dinâmicas, melhores comparações de preços e maior flexibilidade na autorização de novas exchanges, facilitando o acesso a melhores ofertas e prazos após o vencimento do produto.
A redução de conflitos e o uso de APIs podem impedir atualizações automáticas com a mesma empresa, proporcionando vantagem competitiva entre instituições. “Eles permitem que as informações financeiras sejam compartilhadas de forma segura e com autorização do usuário, o que reduz conflitos e torna o processo de transação mais eficiente”, Susa acrescentou. Além disso, a experiência internacional, como a brasileira, mostra que as fintech e os neobancos foram os que mais beneficiaram destes esquemas, promovendo o acesso à banca e a inclusão financeira.
Perspectivas de integração e inovação
Especialistas do setor financeiro colombiano acolheram favoravelmente o regulamento, destacando a sua contribuição para a inovação e integração. “Se o decreto de Open Finance for devidamente implementado, promoverá um novo modelo de negócios que ampliará a inclusão e a inovação financeira”, disse o presidente da Federação de Seguradoras Colombianas (Fasecolda), Gustavo Morales.

Os dirigentes afirmaram que a generalização do acesso a normas claras e seguras incentivará a criação de novos modelos de negócio e contribuirá para expandir o acesso aos serviços financeiros.
Do ponto de vista do usuário, o fundador de My Own Finances, Juan Pablo Zuluaga, comentou que “Isto é muito bom porque a informação já não pertence aos bancos, mas torna-os mais competitivos. Os bancos precisam do nosso dinheiro e, se tiverem a informação, podem dar-nos melhores condições, por exemplo”.
Susa enfatizou que permitir o uso de dados permite que quem tem bons hábitos financeiros tenha acesso a condições mais benéficas, superando limitações comuns. O progresso torna o sistema financeiro colombiano mais fácil e mais acessível a todos os utilizadores.















