Em Bogotá, dois suspeitos foram presos em conexão com o caso “montando milhões” que atingiu Diana Ospina, incidente ocorrido em 22 de fevereiro de 2026 e que causou preocupação à segurança da capital.
Segundo informações do funcionário, Atualmente, tramita a audiência para legalização da detenção dos presosno meio de um processo que busca esclarecer a situação e determinar seu papel no crime. Além disso, acredita-se que um dos presos seja o líder da quadrilha.
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A investigação, liderada pelo Ministério Público e pela Polícia Nacional de Bogotá, indica a possibilidade de uma estrutura criminosa dedicada a este tipo de crime, que inclui intimidar as vítimas para forçá-las a entregar dinheiro ou realizar transações bancárias.
O sequestro de Diana Ospina aconteceu depois que ela saiu à noite do famoso edifício Theatron, na região de Chapinero, quando pegou um táxi para sua casa, no bairro de Santa María del Lago.

Segundo a investigação, antes de perder contato com a família, Ospina conseguiu enviar a matrícula do carro para um amigo, informação muito importante para que as autoridades rastreassem o trajeto do táxi e iniciassem as buscas.
A vítima ficou detida por cerca de quarenta horas, enquanto os criminosos faziam transações com diversos bancos, roubando cerca de 40 milhões de pesos de sua conta.
A investigação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Nacional de Bogotá indica uma estrutura criminosa dedicada a este tipo de crime, conhecida como “jornada do milhão”. Esta prática consiste em parar a vítima durante uma viagem de táxi ou transporte público, intimidando-a e obrigando-a a aceitar dinheiro ou a negociar com ameaças.
De acordo com o relatório Caracol News e El TiempoOs criminosos tentaram extorquir até 10 milhões de pesos, valor reduzido após negociações com a família da vítima.

As câmeras de segurança e as testemunhas ouvidas permitiram reconstituir o momento da interceptação: dois homens desceram de um táxi e abordaram Ospina antes de entrar em sua casa. Esta operação bem coordenada mostra o perigo que a gangue representa e seu conhecimento do comportamento de suas vítimas.
A família da vítima, através de sua sobrinha Stefanía Acosta Ospina, confirmou que treze saques bancários totalizaram quase 40 milhões de pesos, e no processo perderam até 2,5 milhões de pesos em transações fraudulentas que os criminosos ofereceram como pagamento para libertar Diana.
O sequestro de Ospina também revelou que pode ter sido algum tipo de crime. O Ministério Público destacou que os veículos envolvidos neste caso coincidem com o assassinato do professor Neill Felipe Cubides Ariza, ocorrido em janeiro.
Em ambos os casos, as vítimas embarcaram num táxi, foram detidas no caminho e mantidas sob custódia para exigir dinheiro. O proprietário dos táxis envolvidos, Fredy Alexander Ayala Santamaría, garantiu que administra uma frota de trinta veículos que aluga aos motoristas e que desconhece a sua utilização nestes crimes.

Após sua libertação em 23 de fevereiro de 2026, Diana Ospina foi encontrada na estrada para Choachí em estado de choque, mas consciente. A Polícia o ajudou antes que ele se reunisse com sua família.
Depois disso, participou na ‘Promoção contra o Sequestro e o Sequestro’, organizada pela Polícia Nacional através do grupo Gaula, onde partilhou a sua experiência e destacou a importância do apoio psicológico durante a recuperação.
“Ganhei forças quando cheguei em casa e vi minha família e meus animais de estimação. É um processo que não acontece da noite para o dia e é importante denunciar para que não aconteça com outras pessoas”, disse Ospina.
O incidente também teve impacto nas estatísticas de prevenção e segurança em Bogotá. Segundo relatório da Polícia Metropolitana de Bogotá de março de 2026, a classificação de “milhões de veículos” como sequestros permitiu um maior controle desses crimes.
Até o momento, os casos de extorsão diminuíram 29%, foram feitas 41 prisões e mais de 3.159 milhões de pesos foram evitados. Os roubos de automóveis também diminuíram 27% e os homicídios e roubos diminuíram 14% em relação ao ano passado.















