As previsões dos analistas dizem que o preço do petróleo poderá diminuir durante o primeiro trimestre do ano para atingir os 55 dólares por barril, com uma média de 60 dólares por ano, impulsionado pelas expectativas de oferta estrutural e pelo aumento das exportações de produtores não-OPEP+. Conforme noticiado pela EFECOM, estas previsões surgem depois de o preço do barril de Brent para entrega em março ter registado uma descida de 4,15% esta quinta-feira, atingindo os 63,76 dólares no final do dia no mercado de futuros de Londres. Este declínio encerra uma série de cinco reuniões consecutivas que aumentaram, alimentadas anteriormente por preocupações sobre um possível ataque dos EUA ao Irão e o potencial impacto no fornecimento de petróleo e nas rotas de transporte.
A agência noticiosa EFECOM notou que o petróleo do Mar do Norte, referência da Europa, caiu 2,76 dólares face ao fecho anterior, encerrando a sessão nos 66,52 dólares. A principal razão conhecida para esta diminuição reside na diminuição da aversão ao risco, após a confirmação de que os Estados Unidos não se envolverão numa intervenção militar imediata no Irão. O analista da FOREX.com, Fawad Razaqzada, disse à EFE que “os preços caíram hoje depois de rejeitar a ação militar imediata dos EUA no Irã, o que reduz o risco”.
O próprio Razaqzada explicou, conforme noticiado pela EFECOM, que a expectativa de recuperação das exportações venezuelanas, aliada à condição de mercado sobreofertado, cria uma situação em que os investidores podem manter as posições já ocupadas e não conseguir novos contratos mesmo que os preços caiam, devido à ameaça da oferta global.
O aumento anterior do mercado Brent foi impulsionado por preocupações com a possibilidade de um conflito militar entre Washington e Teerã, que, segundo os investidores, poderia afetar o fornecimento de energia internacional devido ao fechamento de estradas estratégicas na região. No entanto, a percepção de risco diminuiu após o anúncio do Presidente dos EUA, Donald Trump, que, segundo a notícia da EFECOM, anunciou ter recebido garantias sobre a suspensão da execução de manifestantes no Irão, número fixado pela Casa Branca em cerca de 800 pessoas.
A EFECOM explicou detalhadamente que, além das alterações climáticas relacionadas com tensões geopolíticas específicas, os especialistas concordam que o mercado petrolífero caminha para uma tendência descendente. Esta previsão baseia-se no aumento esperado da produção de países como Brasil, Guiana, Argentina, Canadá e Noruega, territórios fora da Organização dos Países Exportadores e seus parceiros na aliança OPEP+.
A queda na procura global está a contribuir para a queda dos preços internacionais, de acordo com relatos dos meios de comunicação social. O aumento da oferta de produtores fora da região tende a criar maior concorrência num contexto que não inclui o nível de actividade que impulsionou anteriores aumentos sucessivos do consumo. Neste contexto, o comportamento do mercado responde a factores transitórios como a volatilidade política e tendências estruturais na oferta e na procura.
Segundo a EFECOM, os empresários acompanham de perto o impacto da recuperação das exportações venezuelanas, ao mesmo tempo que acompanham o desenvolvimento da produção em novas regiões como Guiana e Brasil. Os analistas acreditam que a combinação destes factores poderá levar a um grande excedente, dificultando o crescimento e fortalecendo a tendência descendente durante o primeiro semestre do ano.
A queda do Brent nesta quinta-feira é interpretada pelos participantes do mercado como uma correção da diminuição da percepção de riscos relacionados ao Oriente Médio. A agência noticiosa EFECOM sugeriu que, no futuro, os factores fundamentais da oferta e da procura poderão desempenhar um papel mais importante na formação dos preços do que episódios isolados de tensões geopolíticas. Os investidores estão a avaliar as suas estratégias numa situação em que a expectativa de uma intervenção militar imediata já não faz sentido e as atenções estão centradas nas actividades dos principais produtores e na previsão do ritmo do consumo global.















