O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse que o Canadá aumentará a cooperação com os membros da OTAN, incluindo os países nórdicos-bálticos e outros aliados, nos esforços para fortalecer a segurança e a proteção no Ártico e nas bordas norte e oeste da região. Segundo relatos dos meios de comunicação social, Carney assumiu este compromisso após a cimeira realizada na quarta-feira em Davos, na Suíça, onde o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, discutiram a situação em torno da Gronelândia e conseguiram chegar a acordo sobre um “quadro para futuros acordos” relacionados com a ilha.
Segundo relatos, o encontro entre Trump e Rutte ocorreu em meio ao interesse renovado de Washington na Groenlândia, cuja anexação os Estados Unidos exigiram. As disputas sobre a soberania e o controlo das ilhas aumentaram nos últimos anos, particularmente nas áreas de segurança e rotas estratégicas no Árctico. Carney, numa mensagem divulgada nas redes sociais e recebida pelos jornalistas, expressou: “Estou satisfeito com este progresso para aumentar a segurança no Ártico através de operações conjuntas da NATO”. Na mesma mensagem, destacou que o Canadá desempenhará um papel importante no esforço conjunto para garantir a segurança e o controlo do Árctico, juntamente com a Dinamarca, Estónia, Finlândia, Islândia, Letónia, Lituânia, Noruega e Suécia, agrupados como os Oito Nórdico-Báltico.
A declaração de Carney foi publicada poucas horas depois de Mark Rutte, secretário-geral da NATO, ter dito que a questão da soberania dinamarquesa sobre a Gronelândia “não foi discutida” durante as suas conversações com o presidente dos EUA. Numa entrevista à Fox News, Rutte observou que “esta questão não surgiu na conversa com o presidente.
A porta-voz de Rutte, Allison Hart, disse após a reunião que a reunião foi “muito produtiva”, segundo o jornal. Hart explicou que a discussão centrou-se nos desafios de proteger o Ártico e coordenar os esforços dos chamados “sete aliados do Ártico”, que incluem Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia. Este grupo visa reforçar a proteção e o controlo no Pólo Norte, face aos desafios colocados pelas alterações geopolíticas e climáticas na região.
Em linha com o debate sobre a Gronelândia e a segurança da região, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou através das redes sociais que, depois de chegar a um entendimento com os representantes da Aliança Atlântica, não aplicará as tarifas que anunciou anteriormente para vários países europeus e a partir de 1 de fevereiro.
Segundo o jornal, a reunião de Davos representou um passo no sentido da redução do conflito em torno do controlo e protecção da Gronelândia, um território de importância estratégica devido à sua localização e recursos naturais. Os países nórdicos e bálticos, bem como os países árticos em causa, demonstraram interesse em manter uma coordenação estreita face ao potencial de aumento da concorrência internacional na região.
O meio de comunicação notou que, embora a soberania da Gronelândia não tenha sido discutida oficialmente, a cooperação em defesa representa uma aproximação entre os Estados Unidos, a NATO e os países aliados do norte da Europa. O Canadá, sob a liderança de Carney, confirmou a sua vontade de assumir maiores responsabilidades e desempenhar um papel activo na garantia do acesso ao Árctico, alinhando a sua política com a estratégia comum da Aliança Atlântica.
O desenvolvimento deste sistema de cooperação será revisto nos próximos meses, enquanto prosseguem muitas reuniões e discussões sobre o desenvolvimento e proteção da Groenlândia e do Ártico, conforme publicado na imprensa em canais oficiais e declarações dos envolvidos.















