O presidente cessante da Costa Rica, Rodrigo Chaves, renomeou Laura Fernández como Ministra da Presidência, cargo que ocupava antes de renunciar para concorrer ao cargo nas eleições de domingo, três meses depois de assumir o cargo de presidente eleito.
“Será melhor sinal que estamos prontos para trabalhar juntos numa transição sem rapidez, sem cordas, sem brechas”, disse Chaves, que justificou a sua decisão mencionando as “tremendas dificuldades” demonstradas por Carlos Alvarado, antes dele, para impedir a transferência do poder.
“Dona Laura será a coordenadora de gabinete, ela pode começar a priorizar comigo os programas a serem implementados”, acrescentou. Já Fernández declarou que sente “um grande prazer por regressar” e continuar a trabalhar com Chaves, indicando tudo o que poderá ocupar este cargo durante o novo mandato.
Este presidente eleito também anunciou durante a campanha que quer que Chaves faça parte do seu gabinete. “Farei todo o possível para que Dom Rodrigo integre o governo como ministro da presidência da República”, continuou.
Sobre este convite, Chaves mostrou durante o evento que ainda não poderia confirmar se faria parte do novo gabinete até discutir com Fernández os termos e condições que deverá assumir, a quem compete informar o programa do governo e o apoio administrativo e político ao chefe de Estado.
Chaves considerou o potencial novo ministro da Presidência “uma opção muito interessante” e disse que trabalhar como “subalterno” não lhe cria “nenhuma alergia”.
“Ele estava sob a minha autoridade e agora eu estarei sob a minha autoridade, não tenho problemas com isso”, disse Chaves, que garantiu que mesmo que tivesse uma “oferta suculenta” para trabalhar no estrangeiro, ficaria na Costa Rica “até ao dia da minha morte”, segundo o jornal local ‘La Nación’.
Se a chegada de Chaves ao novo governo acontecer, ele não só assumirá uma posição estratégica – já que é responsável pela introdução das reformas propostas durante o novo mandato, muitas das quais são seus herdeiros – mas também manterá a sua imunidade, enquanto estiver sob investigação por corrupção.















