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China manteve taxas de juros em 3% pelo nono mês consecutivo

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Xangai (China), 20 de janeiro (EFECOM).- O Banco Popular da China (PBPC, banco central) anunciou terça-feira que manterá a taxa de juro em 3% pelo nono mês consecutivo, em linha com a previsão mais difundida entre os analistas, que não esperavam alterações.

Na atualização mensal publicada no seu site oficial, a instituição indicou que a taxa de classificação de crédito (LPR) de um ano permanecerá no nível acima mencionado durante pelo menos um mês.

Este indicador, estabelecido como índice de taxas de juro em 2019, define o custo dos novos empréstimos – geralmente para empresas – e daqueles com taxas de juro variáveis ​​que aguardam reembolso.

Os cálculos são feitos a partir da participação de vários bancos – que incluem pequenos mutuários que tendem a ter custos financeiros mais elevados e mais ameaças de empréstimos inadimplentes – e visam baixar o custo dos empréstimos e apoiar a ‘economia real’.

O banco central indicou também esta quarta-feira que a LPR para cinco anos ou mais – a referência à notação de crédito – se manterá nos 3,5%, também em linha com as previsões dos especialistas.

A última taxa na China começou em maio passado, quando a instituição fez um corte de dez pontos base: para LPR de um ano, de 3,1% para 3%, e para cinco anos ou mais, de 3,6% para 3,5%.

Perante uma situação difícil para a segunda maior economia do mundo, esta decisão foi descrita como “óbvia” pelos analistas, que previam a possibilidade de novos cortes durante o resto de 2025, o que acabou por não acontecer.

Alguns especialistas também indicaram nos últimos dias a possibilidade de redução da LPR depois de o BPC ter afirmado ter margem suficiente para tomar decisões adicionais este ano, ao anunciar as primeiras medidas de flexibilização para 2026, que foram descritas como “limitadas” e “discretas” pelos analistas.

Segundo os economistas, nos últimos meses houve espaço para reduzir a taxa BPC sem receio de uma maior depreciação do yuan devido à redução por parte da Reserva Federal dos EUA (Fed), mas o receio da explosão das reservas ou da deterioração da situação da capacidade industrial foi mais oneroso.

Além da incerteza devido ao conflito comercial com os Estados Unidos, a baixa procura nacional e internacional, com risco de deflação, a falta de estímulos, a crise imobiliária permanente ou a falta de confiança entre os consumidores e o sector privado são algumas das razões que os analistas propuseram para explicar a recuperação da economia chinesa que é menos brilhante do que o esperado depois do ano ‘zero’ covid’. EFECOM



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