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Costa e Von der Leyen discutirão instabilidade regional com líderes do Médio Oriente na segunda-feira

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O porta-voz do presidente do Conselho Europeu explicou que o intercâmbio entre a União Europeia e os líderes do Médio Oriente se concentrará em ouvir a avaliação daqueles que participam na situação de segurança e em discutir possíveis formas de apoio adicional da UE e dos seus estados-membros. Conforme noticiado pela Europa Press, os líderes europeus António Costa e Ursula von der Leyen vão realizar na próxima segunda-feira um encontro virtual com os representantes do Médio Oriente, depois do ataque dos Estados Unidos e de Israel ter provocado um conflito com o Irão.

A razão deste apelo é analisar a “rápida evolução” do que está a acontecer numa região rodeada de incerteza e de um processo de violência. A Europa Press explicou detalhadamente que a reunião será realizada por videoconferência e, do lado europeu, apenas participarão Costa como presidente do Conselho Europeu e Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, sem a intervenção dos chefes de Estado e dos governos do resto da União Europeia.

Até ao momento, o porta-voz da equipa de Costa não indicou quais os países do Médio Oriente são convidados a participar na reunião e não ofereceu detalhes sobre a forma da intervenção ou os temas específicos da agenda, além de um relatório geral sobre a segurança da região. A situação surge após dias de tensão devido ao confronto direto, especialmente após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra os interesses iranianos, que provocaram diversas reações e preocupações internacionais sobre a possibilidade de escalada.

Segundo a Europa Press, na quinta-feira anterior à teleconferência, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros da União Europeia e dos seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Omã e Bahrein) emitiram uma declaração conjunta. No documento, condenaram explicitamente o que descreveram como “ataques injustificados” do Irão às infra-estruturas civis e petrolíferas em países como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. A declaração apelou também ao fortalecimento dos esforços diplomáticos de forma coordenada para encontrar soluções duradouras para os conflitos na região.

Diplomatas europeus e do Golfo também expressaram preocupação com a possibilidade de desenvolvimento nuclear iraniano, apelando a medidas para impedir que Teerão adquira armas atómicas e suspenda a produção e proliferação de mísseis balísticos. Segundo a Europa Press, a declaração conjunta evitou comentar os ataques dos Estados Unidos e de Israel a alvos iranianos, centrando as suas críticas nos ataques da República Islâmica às infra-estruturas dos países árabes.

A reunião virtual prevista para segunda-feira enquadra-se num curto espaço de tempo marcado pela “rápida evolução” do conflito no Médio Oriente, situação que preocupa a União Europeia e diversas organizações internacionais pela possibilidade de expansão da instabilidade para além das fronteiras do Irão, de Israel e dos países vizinhos. Segundo a Europa Press, o objetivo do evento europeu é reunir perspetivas regionais sobre a crise, procurar acordo sobre uma ação internacional mais coordenada e discutir o apoio da UE aos países diretamente afetados pelo surto de violência.

Segundo notícias publicadas pela Europa Press, os planos para a reunião foram lançados após uma avaliação interna em Bruxelas sobre a necessidade de uma posição mais forte face à escalada do conflito. A possibilidade de uma segurança energética global mais ampla e de um equilíbrio regional ainda está a ser considerada pelos líderes europeus, que insistiram na construção de um consenso diplomático e em evitar uma escalada do conflito armado.

A reunião telemática está alinhada com o trabalho da União Europeia nas relações multilaterais e nos países parceiros, enfatizando as medidas para travar a propagação da crise e manter aberto o caminho do diálogo. A situação com o programa nuclear iraniano e a proliferação de mísseis é colocada como o principal problema da agenda europeia, como afirma a Europa Press, juntamente com a segurança energética e das infra-estruturas civis nos países do Golfo, que foram identificados como alvos recentes de alegados ataques de forças aliadas ao Irão.

O porta-voz da UE e representantes dos governos da região irão considerar nesta primeira comunicação virtual a possibilidade de apoio político, reforço da segurança, cooperação em inteligência e medidas de apoio material aos países em risco. Conforme explicado detalhadamente pela Europa Press, o intercâmbio servirá de base para determinar a posição comum europeia nas futuras negociações internacionais e também para considerar missões diplomáticas e propostas de mediação.

Até agora, as autoridades europeias confirmaram a sua intenção de evitar um conflito direto com o Irão, embora tenham confirmado a sua condenação de ações que afetam a estabilidade de infraestruturas essenciais e tenham manifestado a sua preocupação com a escalada do conflito que poderá levar a uma guerra geral. A Europa Press observa que a reunião virtual é vista como uma oportunidade para demonstrar a vontade da UE de mediar e facilitar a distensão regional.



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