Por volta das 7h10, a Delegacia de Polícia de San Cristóbal, em Santa Fé, recebeu um alerta: o tiroteio foi gravado em uma das escolas mais emblemático da cidade, a quase 180 quilómetros da capital provincial. A polícia demorou cerca de 10 minutos para chegar ao local de trabalho onde, pouco tempo antes, os meninos haviam fugido do atirador: um de seus colegas de 15 anos.
Quando os profissionais de saúde chegaram à escola número 40 Mariano Moreno, identificado como Ian Cabrera13 anos, já morto. O agressor já foi subjugado por assistentes escolares mas conseguiu tirar dele a metralhadora que ainda atirava nele, após matar o estudante no banheiro.
Foi nesse local, num banheiro de uma escola, que os agentes, que realizavam uma investigação fotográfica e criminal, encontraram dois pods recomendados, uma cartucheira contendo vários cartuchos suco de laranja. 12/70 UAB, um contêiner, um saco e mergulhador preto e vários pellets.
E do pátio norte da escola levaram dois recipientes de papelão. Por fim, na beira da estrada em frente à escola, foi encontrada com eles uma metralhadora calibre .12. as vaias percutiram.
Enquanto isso, a polícia retirou as impressões digitais das duas mãos, do pescoço e do rosto do acusado, conhecido como GC, e realizou um dermatoteste com fita adesiva e difenilamina. Os resultados foram bons em ambas as mãos.
“Eu não conseguia nem entender o que vi.”
Em entrevista exclusiva com FernandoAluno do quinto ano da Escola Mariano Moreno nº 40, em San Cristóbal, a sequência do ataque ocorrido esta manhã foi renovada, segundo a história do adolescente no Infobae ao meio-dia.
Durante a transmissão ao vivo, Fernanda disse: “Vi duas crianças saindo do banheiro e uma das crianças estava segurando o ombro dele com força porque estava com dores. Nesse momento o menino se virou e um menino saiu com uma arma e apontou para seu peito e atirou nele e foi aí que o menino caiu.” E ele explicou: ““Eu não conseguia entender o que vi.”
“Estávamos esperando a campainha tocar, todos na varanda interna porque a sala de aula estava trancada”, disse Fernanda, que explicou que a rotina matinal foi interrompida pelo barulho vindo do banheiro masculino do térreo. “No começo você ouviu uma explosão e todos pensamos que era uma porta ou um extintor caindo, nunca pensamos que fosse um tiro”ele disse.
Após o tiroteio, ele descreveu o caos que tomou conta da escola: “Todos começamos a correr, ouvimos muito choro, muitos gritos, janelas quebrando, porque muita gente estava pulando pela janela”.
Fernanda descreveu detalhadamente seus sentimentos imediatos: “A primeira coisa que saiu de mim foi me virar e entrar na sala dos professores. Todos os professores estavam lá no chão e eu fiquei com medo e disse que não queria ficar no chão”. “Eu estava escondido entre a parede e o armário e uma secretária me abraçou forte e me acalmou porque eu não parava de chorar”.
“Fiquei com medo porque esse menino foi para a sala dos professores, até que um dos porteiros pulou em cima dele e conseguiu tirar a arma dele com outro porteiro e aí abriram a porta para gente”, comentou o entrevistado.
E ele vai mais fundo: “Quando saio, vejo o bebê sem vida no chão, com muito sangue. Não consigo tirar isso da cabeça, é tão feio, é tão doloroso para todo mundo”.















