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Dezenas de pessoas pedem em Sagunto a inclusão de mulheres na Semana Santa

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Sagunto (Valência), 31 de março (EFE).- Dezenas de pessoas reuniram-se esta terça-feira em Sagunto (Valência) para exigir uma Semana Santa comum e rejeitar a recusa da Irmandade da Purísima Sangre desta cidade em incluir mulheres nesta organização religiosa.

A manifestação ocorreu depois de esta irmandade ter recusado permitir que mulheres marchassem durante a Semana Santa no concelho, decisão que o Governo anunciou que será levada à Procuradoria-Geral da República e poderá perder a declaração do feriado nacional que lhes interessa.

Os manifestantes reuniram-se em frente à Ermita de la Sang, onde estavam famílias com meninos e meninas, com faixas que diziam “per tradición, per Igualatt” (pela tradição, pela igualdade) em preto.

A representante do grupo Semana Santa Inclusiva, Blanca Ribelles, defendeu que “não estamos contra eles, mas sim uma luta pela igualdade”, destacando os 114 irmãos que votaram pela inclusão das mulheres e outro “grupo” que pretendia fazê-lo mas não votou.

“É um verdadeiro anacronismo que em 2026 as mulheres ainda não possam aderir à fraternidade”, disse, e avaliou o impacto desta questão e o apoio que o grupo recebeu, mas acima de tudo foi colocado “em cima da mesa”.

Pablo Muñoz, que decidiu abandonar a fraternidade em 2022 “em princípio” depois de rejeitar a inclusão das mulheres no voto, considerou a situação “muito injusta” e garantiu que se as mulheres fizessem parte da fraternidade o partido “seria mais bonito”, pelo que continuarão a lutar por isso.

Por outro lado, Albert Llueca, que optou pela integração das mulheres, continua como irmão porque acredita que “a mudança deve ser feita de dentro, não de fora” e aconselhou a irmandade a permitir o acesso ou, se não, o Arcebispo a forçá-lo.

Num comunicado lido durante o comício, o coletivo Semana Santa Inclusiva lembrou que passaram “três votos” e “cinco anos” a tentar aderir a esta organização “de forma igual e com iguais direitos e obrigações”, uma vez que também fazem parte do partido.

Lamentaram que a fraternidade sempre lhes tenha fechado a porta, e disseram que vão sempre focar-se no momento de necessidade, “com total respeito”, e “ter a coragem de falar e conversar entre si nesta luta entre nós e a geração”, afirmaram. EFE

(foto) (vídeo)



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