A recente divulgação de um vídeo denominado ‘Iván Mordisco’, no qual convocava a reunião de grupos armados ilegais após a queda de Nicolás Maduro, renovou o debate sobre a segurança na Colômbia e o seu impacto na região, com especial atenção para a fronteira com a Venezuela.
Esta mensagem, coletada por Rádio Azullevantou preocupações entre analistas como Laura Bonilla, vice-diretora da Fundação para a Paz e Reconciliação.
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No contexto da instabilidade institucional na Colômbia e da crise prolongada na Venezuela, estes A medida permitiu a ampliação do controle territorial por grupos armados ilegais.
O apelo a ‘Iván Mordisco’ é considerado uma amostra dos actuais desafios para o controlo do Estado e a segurança regional, de acordo com a avaliação da Fundação para a Paz e Reconciliação.

Laura Bonilla explora a possibilidade real de uma conferência como a apresentada no vídeo. Os especialistas salientaram que “oA possibilidade depende da atuação de outros atores, como as forças civis, o governo colombiano e os serviços de inteligência.“.
Ele enfatizou que mesmo que nesta situação seja improvável um encontro entre actores armados, a mensagem tem um propósito político e simbólico.
Segundo Bonilla, o principal apelo reside na sua função simbólica e não na sua capacidade funcional. Disse que figuras como ‘Iván Mordisco’ procuram fortalecer a sua narrativa perante a comunidade e perante o Estado.com o objectivo de recuperar o estatuto social que já não possuem.
O analista destacou que os grupos armados ilegais perderam a atenção dos “guerrilheiros tradicionais” e não confiaram no apoio social na última década. “É muito difícil que ‘Iván Mordisco’ seja interpretado hoje como um guerrilheiro tradicionalBonilla disse.
Além disso, alertou que estas organizações dependem muito da economia informal e da sua capacidade de controlar o território.

O território, segundo Bonilla, é a base dos interesses económicos e sociais destes grupos. “O principal negócio dos grupos armados é o controle do território, pois a partir daí têm acesso a tudo: rendimentos ilegais, manipulação e dominação social.“, explicou ele,
Esse modelo, segundo ele, tem conexões com outros países da região, como México, Brasil e muitas partes da América Central, o que aumenta o desafio para as autoridades latino-americanas.
Quanto à resposta do Estado colombiano, Bonilla reconheceu os esforços para enfraquecer estas estruturas e promover a sua demolição. No entanto, manifestou preocupação com a visão oficial focada exclusivamente no tráfico de drogas.
“Preocupa-me que o governo esteja a interpretar os grupos armados apenas como uma questão de tráfico de droga, porque isso não explica o que se passa.”, alertou.
Lembrou que o crescimento destas organizações continuou mesmo sem negociações, razão pela qual apelou ao fortalecimento do poder judicial, à presença das autoridades civis e à prevenção do recrutamento forçado.

Quanto ao cenário fronteiriço, o especialista antecipou que tanto a Colômbia como a Venezuela enfrentarão uma crise de segurança pública ligada à mineração ilegal, à corrupção e à expansão das máfias armadas.
Segundo Bonilla, noticiado pelos referidos meios de comunicação, os problemas internos dos dois países têm impacto direto na fronteira comum e exigem uma resposta comum e coordenada.
O futuro da segurança na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela dependerá da estabilidade e da capacidade de ambos os países serem construídos face a uma situação de incerteza permanente.
Pedro Sánchez, o Ministro da Defesa, acusou que o apelo de Iván Mordisco para uma cimeira com outros grupos armados mostra o seu desespero face às perdas recentes e à captura do seu sistema.
Durante a entrevista no Rádio Wautoridades confirmaram que as autoridades colombianas estão fortalecendo os esforços de cooperação internacional, incluindo uma reunião estratégica em Washington com o objectivo de considerar a organização Mordisco e o ELN como uma prioridade de segurança..

O ministro confirmou que, só no primeiro dia de janeiro, o povo afastou onze membros próximos do líder da oposição, incluindo o pseudónimo Polo. No total, a ação do ano passado deixou vinte e seis dirigentes sem combates e afetou mais de uma centena de membros do grupo Mordisco. Sánchez enfatizou a disponibilidade oficial para evitar qualquer possível aliança entre estruturas criminosas, anunciando controles reforçados e maior controle do território.















