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Edmundo González exigiu a libertação do genro após um ano de prisão e insistiu que “este não é um caso isolado”

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A situação de Rafael Tudares, detido há um ano e genro de Edmundo González, inclui o que o antigo candidato presidencial vê como um padrão de desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias e privação de direitos que afeta centenas de pessoas na Venezuela. Segundo um vídeo publicado por González e acessível à mídia, a falta de informação, a falta de garantias legais e a falta de acesso à proteção pessoal ou ao tratamento adequado caracterizaram o julgamento de Tudares. Os opositores sublinharam que este caso não é uma excepção, mas parte de um caso mais vasto que afecta também mulheres e crianças.

Segundo relatos da comunicação social, González, agora exilado em Espanha após as eleições presidenciais de 2024, denunciou que a pena imposta ao seu genro em dezembro, no valor de 30 anos de prisão por crimes de conspiração, foi proferida sem respeitar as regras básicas. “Um ano marcado pela ausência de informação, garantias legais e justiça”, disse González em mensagem divulgada à mídia. Ele também enfatizou que, enquanto continuarem práticas como desaparecimentos forçados e prisões injustas, será impossível falar de paz ou democracia na Venezuela.

Segundo a mídia, González disse que a verdade, a justiça e a liberdade são necessárias para todos no país. Disse que o caso dos Tudares deve ser visto no contexto da repressão que afecta sistematicamente a população, prejudicando os direitos básicos dos cidadãos. Este político confirmou que “não há garantia para ninguém”, caso esta ação continue, transmitindo assim a sua mensagem de necessidade de proteção jurídica e de procedimentos transparentes para quem é levado a tribunal.

A denúncia de González veio à tona logo depois que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi preso durante uma operação dos EUA em Caracas, incidente relatado pela mídia. Após este acontecimento, membros da oposição venezuelana manifestaram publicamente o seu apoio, dizendo que “quem assumiu o poder já não está no país”, segundo relatos da comunicação social. Nesta nova situação política, Edmundo González regressou ao cargo de presidente eleito, contra os resultados da eleição de 28 de julho de 2024, em que se declarou vencedor, mas não aceitou a vitória de Maduro.

Este ex-candidato apelou às Forças Armadas para que sigam o “mandato de soberania” anunciado pelos cidadãos em 28 de julho de 2024, segundo a comunicação social. Enfatizou que a legitimidade disso vem do processo democrático e pediu ao Exército que não seja fiel à escolha popular anunciada nas eleições. González enquadrou a sua afirmação no contexto mais amplo da situação dos direitos humanos na Venezuela, observando que as detenções continuadas sem garantias legais, a falta de informação e a negação de proteção pessoal ou de cuidados de saúde adequados são violações repetidas.

A condenação de Rafael Tudares, e a campanha para exigir a sua libertação, tornaram-se o símbolo das denúncias das organizações da oposição e familiares das pessoas detidas no país, que, segundo a mídia, alertam que centenas de casos semelhantes permanecem sem resolução judicial e sem atenção legal. Diante deste panorama, González reiterou a exigência de justiça, verdade e proteção para aqueles que, segundo sua denúncia, foram privados de seus direitos na atual situação venezuelana.



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