A menos de um ano das eleições de 2026, uma das grandes questões é como calcular os limites eleitorais para determinar quais partidos políticos podem obter representação no próximo Congresso. A incerteza não é pequena: não ultrapassar este limite significa exclusão da atribuição de lugares.
O diretor-geral da Datum, Urpi Torrado, alertou que existem lacunas na lei que ainda não foram resolvidas pela mesa eleitoral. Em entrevista ao Canal N, ele explicou que o problema vem do novo desenho do Senado, que considera dois tipos de eleições: uma nacional e uma provincial.
“Ainda não está claro, e há uma lacuna na lei, como apresentar e calcular, por exemplo, o dia das eleições”, disse. A incerteza depende se os cálculos são independentes para cada eleição para o Senado ou se o total de votos é combinado para determinar quem ultrapassa o limite.
A indefinição do dia das eleições vem das recentes reformas políticas. Segundo Urpi Torrado, “quando foi feita a reforma política não está claro, é uma lacuna na lei, e o Júri pleno deve se reunir para resolvê-la e para que o ONPE possa calcular a cerca”. Até agora, nem o Juiz Nacional Eleitoral nem o Gabinete Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) emitiram um procedimento oficial para implementar as restrições eleitorais no novo sistema bicameral.
A incerteza é a possibilidade de não haver mandato para os partidos e candidatos participantes da eleição, porque a cerca é a barreira que decide os resultados. A proximidade da eleição aumenta a urgência para que o Tribunal Nacional Eleitoral tome uma decisão sobre o assunto.
O processo eleitoral de 2026 apresentará aos cidadãos uma escala e complexidade sem precedentes, como resultado de quatro decisões tomadas pelo Congresso. A extinção do PASO, o novo sistema do Senado, a duração da votação direta para o Parlamento Andino e o retorno da votação especial levaram à votação em que os eleitores devem fazer doze marcas obrigatórias.
Fernando Tuesta Soldevilla, cientista político, explicou que a votação de 12 de abril exige que os cidadãos marquem cinco símbolos e votem em sete candidatos. O formato, que inclui colunas para o Senado, o Senado e o Parlamento Andino, faz desta votação a mais longa e ampla da história eleitoral do país.
O comprimento da carteira de identidade e o número de marcas exigidas complicam o processo eleitoral. A abolição do PASO aumentou o número de partidos, enquanto o sistema dual para o Senado e a reintrodução de eleições especiais aumentaram a dificuldade das eleições. Os cidadãos devem ter o cuidado de preencher as doze marcas obrigatórias.
Essas condições podem aumentar a confusão e a possibilidade de erros durante a eleição, além de complicar a tarefa de contagem dos votos. A estrutura do bilhete de identidade e a falta de regras claras no dia das eleições constituem um desafio para os eleitores e para os responsáveis pelo processo.















