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Estreia de ‘Solos’ de Kira Miró e Salva Reina: “Você atinge a maioridade e a vida te bate duas vezes”

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Marina Estévez Torreblanca

Madrid, 10 abr (EFE).- Kira Miró e Salva Reina protagonizam o filme ‘Alone’, retrato de uma geração que, ao aproximar-se dos 50 anos, carece da calma que se espera nesta fase: “Chegamos a uma certa idade com esperança, mas a vida bate-nos duas vezes e ainda temos que resolver o conflito”, explicou à EFE a atriz canária.

Carlos Santos (‘O Homem de Mil Faces’) e Elia Galera (‘Debaixo do Vulcão’) são os outros dois atores principais deste filme, dirigido por Carlos Ríos Bordón (‘Era uma vez’), que estreia esta sexta-feira nos cinemas, baseado num romance homónimo escrito por Paloma Bravo.

São quatro amigos que se reúnem para um simpático jantar onde a insatisfação começa a surgir à medida que a noite avança e, entre o vinho e outras coisas, surgem temas como medo, casal, amizade, sexo, trabalho, conspiração ou morte. E com isso a prova de que “as decisões que tomamos são somente nossas. E essas decisões nos definem”, disse Santos.

“Acho que a motivação de todos nós que fizemos o filme foi nos sentirmos muito familiarizados com muitas coisas que acontecem com nossos personagens e com os dos outros”, disse o ator, que interpreta um cirurgião plástico de sucesso que passa a noite com Kira Miró (‘Machos Alfa’).

Um casal, disse, que apesar dos problemas formam uma “equipa muito forte” e têm “mais amizade que amor”: “têm empatia, compreendem-se, perdoam-se, aceitam-se”. O que não impede que Miró saiba que se a sua personagem continua é porque tem medo de ficar sozinho e porque não se vê “estragando tudo”.

“Ele se apega a um relacionamento que a esposa não vê completamente, mas aguenta e aguenta porque tem certeza que isso vai mudar em algum momento. Acho que todos nós já passamos pelo relacionamento, onde você compra piada porque agora compensa”, resumiu a intérprete.

O que está determinado a suportar é um protótipo típico daqueles anos, diz Carlos Santos: “É uma pessoa muito de carne e osso que faz artesanatos mentais que ouvi de muitos amigos” o que na verdade “expressa frustração, medo de envelhecer, de ser invisível, de se enganar e de enganar todos à sua volta”.

À sua frente estão dois amigos interpretados por Salva Reina (Goya de ‘El 47’ e colega de Miró na vida real) e Elia Galera, dois atores que por motivos diversos fogem do cânone estabelecido.

Para o ator e comediante das Canárias, de 48 anos, “quando você enrola o presunto e já está na metade – mesmo que eu diga ‘sem amigos, não sobrou ninguém’, ele avisa – o medo começa com a natureza da passagem do tempo, sobre o que vai acontecer”.

“Cheguei até aqui, era para estar feliz. O que resta? São todos esses medos que atraem essas pessoas”, disse o tradutor.

Elia Galera é Ana no filme, uma mulher que decidiu fazer o que quer. “Ele é uma alegria necessária, admito que olhei para ele e o julguei pela sua estupidez, mas interpretá-lo senti que foi uma verdadeira oportunidade”, explicou sobre o papel.

Para os atores, na diversidade de onde vem cada personagem, “o mais divertido é saber quem são estas quatro pessoas. Quando o filme termina, estes quatro amigos conhecem-se mais do que no início”, disse Carlos Santos.

Algumas das situações de “solidão emocional dos personagens mesmo quando estão juntos” que a novela estabelece, lembra o diretor Guillermo Ríos Bordón.

“Todos nós que participámos estamos num período de maturidade essencial, tanto profissional como pessoal, que ligamos de alguma forma ao texto, e penso que foi isso que nos atraiu a todos, porque pudemos perceber rapidamente as emoções, o que dizer, como dizer”, concluiu o realizador. EFE

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