Um estudo realizado pela Universidade de Harvard, em colaboração com a Gallup e a Walton Family Foundation, descobriu que a Geração Z tem profundas preocupações sobre o potencial impacto da inteligência artificial (IA) nas suas capacidades cognitivas.
Este fenómeno torna-se mais importante porque 61% dos jovens inquiridos pensam que a IA ameaça a aprendizagem social, dizendo que “substitui as conversas com pessoas reais”.
Além disso, Os entrevistados expressaram preocupação em se verem “deixados de fora”num local onde as horas de comunicação presencial diminuíram significativamente.

De acordo com os resultados da pesquisa, a Geração Z, ou seja, adultos americanos com idade entre 18 e 28 anos, manter uma relação complexa com a inteligência artificial.
Embora o utilize muito no trabalho diário e no trabalho profissional, existe o temor de que seu uso estimule a perda de competências e o vício.
Ao analisar uma pesquisa representativa de 2.500Os pesquisadores descobriram que 79% dos entrevistados temem que a IA torne as pessoas mais preguiçosas e 62% temem que isso as torne menos inteligentes.

A extensão desta preocupação é muito maior do que qualquer outra relacionada à tecnologia.como a desinformação: apenas 15% dos inquiridos identificaram conceitos errados ou erros que a IA pode apresentar como a sua principal preocupação.
O primeiro medo gira em torno da transferência do aprendizado para a prática. 68% temem que o uso constante da IA substitua a necessidade de desenvolver habilidades através da ação, como resumiu um entrevistado: “A mente é um músculo como qualquer outro.
Outro aspecto é a perda do pensamento crítico. 65% pensam que a IA limita a capacidade de analisar profundamente a informação e incentiva a procura de gratificação instantânea, em vez de compreensão real: “Os chatbots permitem aceder à informação, mas não a processam”, salientaram.

Além do mais, Existem implicações para a aprendizagem social. Mais de 60% dos jovens manifestaram preocupação com a possibilidade de a IA substituir conversas, debates e aprendizagem com outras pessoas, alertando para o isolamento que depende destas ferramentas para resolver problemas e adquirir conhecimentos que podem ser gerados.
Apesar destes receios, a mesma geração reconhece os benefícios tangíveis da utilização responsável da inteligência artificial. O estudo identifica três grandes contribuições positivas para a experiência dos jovens.
A primeira é a abertura a novas perspectivas. Muitos entrevistados valorizam que a IA lhes permite “ver uma perspectiva fora do seu círculo”, acedendo a ideias e experiências de outros campos que melhoram a sua perspectiva.

Outra vantagem é a facilidade de adquirir conhecimento. A capacidade de decompor problemas complexos em unidades simples foi citada como um dos maiores benefícios encontrados. “Se você usar isso como algo que ensina passo a passo, pode te ajudar”, disse um participante.
O tempo é liberado para trabalhos com maior conteúdo intelectual. Ao capacitar tarefas rotineiras ou administrativas, os jovens sentem-se mais livres para se concentrarem em atividades que exigem raciocínio e criatividade: “A IA pode torná-lo mais eficiente e capaz de trabalhar em tarefas ‘inteligentes’ enquanto gere a fadiga”, explicou outro entrevistado.
A este respeito, o balanço do inquérito revela um mundo jovem numa encruzilhada: a Geração Z vê a IA como uma ameaça real à independência intelectual e social e como uma ferramenta que pode expandir o conhecimento e melhorar a vida profissional.















