Nova York, 9 de abril (EFE).- Os escritórios de advocacia começaram a remover de suas plataformas Facebook e Instagram anúncios que tentam atrair clientes para processar a empresa de tecnologia por supostos danos a menores, conforme informou quinta-feira o portal Axios.
A medida ocorre apenas duas semanas depois que um tribunal da Califórnia considerou a Meta e o YouTube negligentes em um caso de dependência de mídia social, uma decisão que abriu a porta para uma potencial onda de ações judiciais nos EUA.
Os meios de comunicação apontaram para mais de uma dezena de anúncios já eliminados esta quinta-feira, pertencentes a grandes empresas americanas como Morgan & Morgan e Sokolove Law.
Os anúncios associam o uso das redes sociais a sintomas de ansiedade, depressão e automutilação entre os jovens, acusando a indústria de dar prioridade aos lucros em detrimento da saúde mental.
A empresa liderada por Mark Zuckerberg depende dos termos de serviço, que lhe permitem restringir conteúdo para “prevenir ou mitigar o impacto de leis ou regulamentos”.
“Nós nos defendemos contra esses processos e removemos anúncios que tentam recrutar demandantes para eles”, disse um porta-voz da Meta à Axios, acrescentando que eles não permitirão que os advogados “lucrem” com sua plataforma “se disserem que é prejudicial”. EFE















