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Feriado frustrado: Justiça obriga companhia aérea a indenizar família pelo “sofrimento” causado pelo cancelamento repentino.

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A sentença indeniza uma família pelo cancelamento da viagem a Cancún e aceita danos econômicos e morais. (Foto da Infobae)

Uma decisão recente de um tribunal federal resolveu um importante processo de cancelamento de viagens familiares no México, ordenou que companhias aéreas internacionais indenizassem um grupo de passageiros por danos econômicos e morais. A frase detalha a jornada frustrante e as disputas jurídicas que se seguiram.

O caso envolve uma família que comprou cinco passagens aéreas de Buenos Aires a Cancún, com escala em Brasília, por meio de uma agência de viagens online. Compra concluída em 19 de abril de 2022 e paga integralmente com cartão de crédito. O custo total da obra foi de 678.808 pesos. que na época era igual a cerca de US$ 5.716.

De acordo com o documento, Os viajantes recebem seus bilhetes eletrônicos e planejam sua estadia no México, reservando acomodações, passeios e aluguel de carros. A data de saída é 12 de fevereiro de 2023 e a data de retorno é dia 26 do mesmo mês.

(Foto da Infobae)
As companhias aéreas internacionais têm que pagar aos passageiros em dólares e pesos após não cumprirem o contrato de transporte aéreo para o México. (Foto da Infobae)

A situação mudou repentinamente no final de 2022. No dia 29 de dezembro, a agência de viagens informou ao principal comprador que a companhia aérea interromperá a rota Buenos Aires-Cancún a partir de 3 de fevereiro de 2023. Esta decisão levou ao cancelamento do voo acordado e deixou a família sem opção segura para fazer a viagem.

A agência se ofereceu para devolver o dinheiro, mas com condição de 120 dias e sem consideração de redução do valor ou juros compensatórios. O valor oferecido, conforme declarado pelo autor, naquele momento Basta comprar um ingresso e meio em vez dos cinco adquiridos originalmente..

Sem uma resposta satisfatória e após negociações diretas com a companhia aérea e a agência – incluindo tentativas de ajuste ou mudança de companhia aérea – a família decidiu tomar medidas legais. A reclamação não é apenas o preço da passagem, mas a casa que foi paga e demais despesas a ela relacionadas, além de dinheiro por danos morais e multas.

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100% pagou a compra da passagem para o México, feita através de agência online, mas ficou decepcionado com o cancelamento do trajeto antes da viagem. (Foto do arquivo: Shutterstock)

Durante o processo judicial, a agência confirmou que seu papel é apenas de intermediário e que sua responsabilidade depende inteiramente da transportadora, que poderá receber o dinheiro pela obra e determinar a política de devolução e restauração. A companhia aérea, por sua vez, foi declarada inadimplente por não responder atempadamente à reclamação, embora esta tenha sido posteriormente incluída no processo.

A sentença proferida pelo Tribunal Federal Cível e Comercial nº 4 revisou a regulamentação aplicável ao caso, incluindo a Lei de Defesa do Consumidor, o Código Civil e Comercial Nacional e a Convenção de Montreal sobre Transporte Aéreo Internacional. O juiz considerou o cancelamento intempestivo do percurso violação do contrato que causou danos verificáveis ​​ao passageiro.

Ao analisar as provas, o tribunal apontou que a família efetivamente pagou as passagens e hospedagem no destino, despesas que não foram reembolsadas ou puderam ser utilizadas devido ao cancelamento. O valor total aceito para esta ideia é de $ 8.017,88, incluindo passagens e hospedagem..

(Foto da Infobae)
Os viajantes afetados pelo cancelamento receberam uma oferta de reembolso da agência de viagens sem juros ou reestruturação financeira. (Foto da Infobae)

A punição também levou a alegações de que corrompe a moral. O juiz avaliou que a frustração da viagem, a incerteza causada pelo não cumprimento do plano familiar causaram impacto significativo na esfera íntima do demandante. Para esta ideia, foi aceita multa de 2.500.000 pesos, distribuída entre os cinco integrantes do grupo..

Relativamente ao pedido de indemnização punitiva, o tribunal rejeitou a sua origem, porque as regras internacionais aplicáveis ​​ao transporte aéreo não incluem este tipo de indemnização. Também não proporcionou as reformas financeiras solicitadas, de acordo com a lei argentina de conversão e proibição de indexação.

No que diz respeito aos juros, a decisão estabeleceu que o valor aceito em dólares receberá juros anuais de 4% a partir da data da notificação do cancelamento, enquanto o valor em pesos o fará de acordo com a taxa do Banco de la Nación Argentina com desconto de 30 dias.

O juiz considerou que o cancelamento repentino constituía uma quebra de contrato e analisou os princípios do direito civil, da defesa do consumidor e da Convenção de Montreal. (Foto: REUTERS/Piroschka van de Wouw)
O juiz considerou que o cancelamento repentino constituía uma quebra de contrato e analisou os princípios do direito civil, da defesa do consumidor e da Convenção de Montreal. (Foto: REUTERS/Piroschka van de Wouw)

Quanto ao papel do departamento de turismo, O juiz entendeu que cumpriu seu dever de prestar informações e que suas ações não constituíam ilegalidade.pois se limita à mediação entre as partes e à comunicação das condições estabelecidas pela companhia aérea. A sua reclamação foi, portanto, rejeitada.

A decisão também tratou do pedido de sanções por conduta injusta e má, apresentado pela autora, e foi rejeitada por entender que não se confirmaram os atrasos ou a utilização de recursos legais pelas empresas demandadas.

Por fim, o tribunal fixou os honorários dos profissionais envolvidos, fixando valores diferenciados para orientação jurídica, peritos e mediadores, de acordo com a legislação vigente e o valor admitido na sentença.

A decisão isentou as agências de viagens de responsabilidade, no entendimento de que existe apenas um intermediário limitado entre o passageiro e a companhia aérea. (Foto: REUTERS/Mayela López)
A decisão isentou as agências de viagens de responsabilidade, no entendimento de que existe apenas um intermediário limitado entre o passageiro e a companhia aérea. (Foto: REUTERS/Mayela López)

A sentença fixou o custo do tribunal sobre a aeronave acusada, no caso da agência de viagens, cada parte arcará com seus próprios custos.

Desta forma, o caso termina com uma sanção judicial que reconhece o dano causado pelo cancelamento de uma viagem internacional, o que marca um importante precedente para os passageiros afetados pela decisão da companhia aérea que opera rotas internacionais a partir da Argentina.



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