Durante a edição 2024 do projeto, a plataforma de colaboração www.baresdelaeconomiasocial.es conseguiu registar mais de 140 bares e outras atividades no campo, abrangendo negócios geridos por associações e cooperativas de bairro e pequenos negócios importantes no quotidiano da cidade. Estes testemunhos destacaram desafios como o isolamento, o envelhecimento dos operadores ou a dificuldade de introdução de tecnologia e acesso a serviços básicos. Descobriram também que, apesar destes obstáculos, ainda existe uma forte capacidade de resiliência na comunidade, com o objectivo de sustentar estes locais de encontro.
Segundo os meios de comunicação que divulgaram o relançamento, o Fórum NESI relançou a iniciativa ‘BarES – Salve o último bar da cidade’, um programa a nível nacional que tem como objectivo mostrar, apoiar e reforçar o papel dos bares e pequenos negócios do meio rural como elementos essenciais da coesão social e do equilíbrio territorial. A reforma ocorre face ao facto de 1.321 cidades em Espanha terem perdido o seu único bar, enquanto noutras 2.669 cidades ainda existe apenas um, especialmente em zonas mais ativas. Segundo os meios de comunicação, a maior concentração destes municípios encontra-se em comunidades como Castela e Leão, Castela-La Mancha, Aragão, La Rioja e Extremadura, dados confirmados por quem liderou o movimento.
Este ano, o Fórum NESI organizou o projeto ‘BarES’ em três fases diferentes. A primeira, denominada ativação e design, abrange a campanha nacional de ajuda aos novos bares e pequenos negócios do meio rural, bem como o estabelecimento de relações jurídicas com as autarquias e administrações locais, procurando estabelecer uma rede de cooperação que reúna e reforce o processo a partir dos territórios em causa.
Segundo a mesma fonte, o próximo passo corresponde ao trabalho no terreno. Durante este processo, a equipa do NESI visita restaurantes espalhados pelos vários territórios selecionados, para recolher testemunhos, analisar detalhadamente a situação destes estabelecimentos e preparar um estudo de campo que avalie o impacto social, económico, territorial e ambiental destes espaços. Este processo inclui também o desenvolvimento de uma carta de serviços de cooperação, destinada a apoiar as empresas participantes e a fornecer soluções comuns para os desafios identificados.
A mídia explicou que a terceira fase foi dedicada à consolidação e distribuição dos produtos. Isto inclui a divulgação dos resultados da pesquisa, o lançamento da campanha “Salve o último bar da cidade” e a realização de reuniões regionais entre os diferentes atores envolvidos no evento. Está também prevista a elaboração de um relatório final que resuma as principais recomendações que surgiram e defina o curso de ação e a continuação dos próximos passos do projeto.
Na primeira experiência, realizada no ano de 2024, uma série de depoimentos recolhidos colocou um obstáculo especial na mesa. Estes incluem o isolamento vivido por alguns bares devido à pequena população ou localização remota, a falta de mudança geracional que ameace a continuidade do negócio, a dificuldade de integração digital e a falta de acesso aos serviços básicos necessários à manutenção da atividade. Apesar destes desafios, muitos proprietários de bares mostram uma forte vontade de revitalizar a vida comunitária nos seus municípios.
O Fórum NESI confirmou que a manutenção dos bares rurais é um elemento importante para enfrentar o desafio do declínio populacional. Segundo Diego Isabel La Moneda, diretor da organização, “se a província não se desenvolver sem preservar os seus locais de encontro, os pequenos departamentos que contam a vida social todos os dias”. O NESI defende há muitos anos a importância da proteção destes ambientes num modelo que tende a colocar os serviços e as atividades económicas nos centros urbanos, em detrimento das zonas rurais.
Para a organização, a acção diária de combate à perda de população é fundamental para evitar o encerramento dos bares rurais para garantir a sobrevivência da comunidade, a manutenção da identidade local e a sustentabilidade da economia provincial. Isabel La Moneda sublinhou aos meios de comunicação que “um bar de cidade não é apenas um negócio, mas um lugar de comunidade. Se desaparecer, o território enfraquece. Com o BarES querem dar voz, apoio e futuro”.
O projeto também se compromete a fornecer ferramentas e canais de cooperação entre bares e agências locais, explorando fórmulas que favoreçam a sustentabilidade e o alívio, bem como abrindo novas formas de apoiar a comunidade. O ‘BarES’ visa fortalecer a rede pública que reflete o trabalho e as necessidades destes espaços, ao mesmo tempo que promove a adaptação às mudanças sociais e económicas enfrentadas pela chamada ‘Espanha Sempre’, segundo os meios de comunicação social.
O diagnóstico elaborado pelo Fórum NESI baseia-se na constatação de que a ausência de bares afecta vários problemas como a solidão dos vizinhos, o desaparecimento das relações sociais quotidianas e a perda de serviços já escassos em muitos casos. A mídia detalhou que a intenção é liderar a agenda pública para que a política seja implementada como prioridade para a sobrevivência das casas rurais, porque o seu desaparecimento pode aumentar o problema do despovoamento e do isolamento.
Durante a primeira ronda de visitas, houve muitos exemplos de resistência comunitária. Muitos dos bares registados sobreviveram devido à participação direta dos moradores locais, à gestão de cooperativas ou à cooperação de organizações da sociedade civil que entendem que a sobrevivência destes negócios é decisiva não só para a vida económica, mas também para a estabilidade da população e a convivência, segundo a comunicação social.
O relatório final, designado como encerramento da terceira fase, reunirá os contributos das diferentes agências e proporá uma linha estratégica para ampliar a rede de apoio, garantir a continuidade destas empresas e reforçar o seu papel como grupo da vida rural, refere o comunicado que conclui as palavras dos organizadores do ‘BaRES’.















