A atenção política no Congresso peruano centrou-se na decisão de não convocar uma sessão plenária extraordinária para debater as seis moções apresentadas ao presidente interino, José Jerí. Esta posição foi confirmada pelo vice-presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, que confirmou que apesar da importância das reuniões não oficiais de Jerí com empresários chineses, não foram motivos suficientes para destituí-lo no final. Segundo a informação transmitida aos meios de comunicação, repetindo uma fórmula que também segue a Fuerza Popular, o país decidiu priorizar a estabilidade no domínio da paz e da crise.
Segundo a mídia, o principal apoio de Jerí vem do Fuerza Popular, partido liderado por Keiko Fujimori, e do próprio Rospigliosi. Ambos os intervenientes optaram por rejeitar os pedidos de deportação apresentados por vários grupos, justificando a sua posição sobre a necessidade de manter a segurança no país. Numa declaração recente, Fuerza Popular expressou: “O que é necessário é segurança, não mais caos”, e admitiu que embora a explicação do presidente “levante dúvidas sobre o que realmente aconteceu”, a prioridade é combater a instabilidade e enfrentar o progresso da pobreza. O artigo acrescentava que os cidadãos exigem deixar de lado os conflitos desnecessários e concentrar-se nas questões principais, como a restauração da ordem nacional.
A mídia explicou detalhadamente que os protestos surgiram como resultado de uma série de reuniões secretas entre José Jerí e o empresário chinês Zhihua Yang, que tem um histórico de conluio com agências governamentais. Segundo a lei actual, todas as reuniões presidenciais devem ser oficialmente registadas, um requisito que não foi cumprido em pelo menos uma reunião que teve lugar numa casa fechada propriedade de Yang, onde outro cidadão chinês também está a ser processado por exploração madeireira ilegal. Trata-se das várias visitas de Yang à Casa do Governo entre 26 de dezembro e 6 de janeiro, cujos detalhes não foram incluídos na agenda presidencial.
Conforme noticiado pela mídia, Rospigliosi insistiu que, embora aceite as ações de Jerí ao não registrar as reuniões como “falsas”, não há razões legais convincentes para ativar a expulsão neste momento. Esta decisão insere-se no recesso parlamentar que, segundo disposições internas, durará até março e durante o qual não há intenção de convocar uma reunião extraordinária para resolver a questão.
A mídia disse que os seis protestos vieram de setores diferentes; Os dois mais recentes foram desenvolvidos pela Renovación Popular e pela Acción Popular, bloco tradicional no Legislativo. Além disso, as quatro moções propostas pelos representantes da oposição. Diante deste incidente, o presidente negou totalmente abusos ou comportamentos ilegais durante seu comparecimento perante a comissão de auditoria, defendeu sua administração e negou a possibilidade de renunciar após a polêmica.
A Fuerza Popular, em seu comunicado, apontou a insistência da manifestação no que chamou de “cálculo eleitoral” por parte de diversos grupos. Nas palavras do próprio partido, aqueles que insistem na intenção de excluir estão incluídos no “grupo perturbador comum”, que inclui os comunistas, representantes do que consideram ser o “caviar esquerdista” e também os chamados “moralistas de direita”.
Relativamente às acusações e à investigação judicial, a comunicação social adianta que o incidente mais investigado foi no final de Dezembro de 2025, no contexto de repetidos – alguns sem registo – de Zhihua Yang na sede do Executivo. Uma dessas reuniões ocorreu numa fábrica anteriormente fechada associada ao empresário chinês, acrescentando um novo elemento à controvérsia.
Ao mesmo tempo, a Fuerza Popular e o Conselho de Administração liderado por Rospigliosi insistem que a visão da instabilidade e do agravamento da pobreza torna impossível a abertura de um processo de deportação. Segundo a comunicação social oficial, os esforços devem centrar-se na resolução da crise e no fim da “guerra inútil”, sem entrar num novo conflito parlamentar que se diga perturbador.
Perante esta situação, a continuação de Jerí à frente da presidência do país parece estar apenas garantida pela força do apoio obtido da maioria parlamentar e da liderança do Congresso, que adiou todos os debates até à revisão da acção judicial prevista para Março, afirmou a comunicação social.















