Jerusalém, 7 fev (EFE).- O porta-voz da organização islâmica Hamas em Gaza, Hazem Qasim, condenou sábado num comunicado que “a contínua matança e destruição de Gaza” pelo exército israelita “mina o acordo de cessar-fogo” proposto pelos Estados Unidos.
“Não faz sentido continuar a falar de um cessar-fogo na Faixa de Gaza enquanto a matança e a destruição continuam em toda a Faixa”, acrescentou.
Qasim acusou o governo de Benjamin Netanyahu de “ignorar os esforços dos mediadores (Catar, Egito e Turquia) e da administração americana” e de “ridicularizar todos os apelos para implementar o que foi acordado”.
“Exorto todas as partes a exercerem séria pressão sobre a ocupação (Israel) para facilitar a entrada do comité de gestão de Gaza e permitir-lhe iniciar o seu trabalho de fornecer ajuda ao nosso povo na Faixa.”
Israel ainda não permitiu a entrada em Gaza do comité criado por técnicos palestinianos que deverá considerar, nesta segunda fase do acordo, a gestão quotidiana da área circundante, e que supervisionará o processo de paz liderado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.
Além disso, o exército israelita continua a disparar diariamente contra o povo palestiniano na área devastada.
No sábado, o Ministério da Saúde de Gaza informou que palestinos morreram desde o início da ofensiva israelense em Gaza – que começou em outubro de 2023 – agora mais de 72.000, de acordo com a sua última contagem.
Mais de 500 pessoas foram mortas em ataques israelitas desde que o cessar-fogo foi anunciado em Gaza, em Outubro passado. EFE















