Los Angeles (Estados Unidos), 4 de abril (EFE).- O embaixador do Irão nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, pediu sábado à organização que considere as consequências humanitárias e a exposição à radiação causadas pelo ataque às instalações nucleares do Irão, especialmente o sofrido na instalação nuclear de Bushehr.
Numa carta enviada ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e ao representante do Bahrein perante a organização e ao presidente do Conselho de Segurança, Jamal Alrowaiei, Iravani recebeu uma carta do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, na qual alertava que o ataque à base nuclear iraniana é ilegal e viola o direito internacional.
No mesmo comunicado, Iravani declarou às Nações Unidas que os ataques dos Estados Unidos e de Israel aos alvos são “crimes de guerra” e “atos claros de terrorismo de Estado”, segundo informações citadas pelo The New York Times.
Da mesma forma, Iravani acrescentou que a base nuclear de Bushehr é utilizada para fins pacíficos.
Um projéctil atingiu perto da central nuclear de Bushehr, no sudoeste do Irão, matando uma pessoa e danificando um edifício, sem registo de precipitação radioactiva até agora, confirmou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Desde o início da guerra, tanto Israel como os Estados Unidos bombardearam várias instalações do programa nuclear do Irão.
Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou no sábado ao Irão que lhe restam 48 horas para cumprir o ultimato que lhe deu para chegar a um acordo que permitisse o encerramento do Estreito de Ormuz; Caso contrário, ele desencadeará o “inferno” atacando suas usinas de energia.
Após o anúncio, o presidente publicou na sua conta Truth Social um vídeo do alegado ataque ao Irão, com uma mensagem em que assegurava que “muitos dos líderes militares do Irão, que os lideraram de uma forma má e descuidada, foram afastados”. EFE















