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Isabel Coixet: “Não podemos viver no passado e sofrer no futuro”

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Madrid, 3 de fevereiro (EFE).- A diretora Isabel Coixet estreia no dia 6 de fevereiro seu último filme, ‘Três Adioses’, que é uma adaptação do romance escrito pela ativista italiana Michela Murgia, intitulado ‘Três Taças’. Rituais para a Era da Crise’, refletindo a natureza transitória da vida.

“A vida é curta, este é o momento, não podemos viver o passado, a tristeza e a preocupação com o futuro. Entre estas duas águas estamos agora, que é a única coisa que temos”, disse Coixet durante a divulgação do filme, na qual garantiu que o filme conta quem ele é agora, o que pensa e o que quer lembrar ao seu público e a si mesmo.

‘Três Adeus’ conta a história de Marta (Alba Rohrwacher) e Antonio (Elio Germano), que enfrentam a vida após uma separação. Ele, um chef promissor, se refugia em seu restaurante, enquanto ele, há algum tempo indiferente à vida, começa a perceber que algo está errado e que essa discrepância não se deve apenas ao desgosto.

Quando Marta descobre que por trás do seu sofrimento existe um grave problema de saúde, acorda e começa a viver com entusiasmo e sem medo, um caminho onde o amor é partilhado pela mão de um colega, interpretado por Francesco Carril, que coloca a banda sonora espanhola neste filme que foi rodado em Roma e é inteiramente em italiano.

Rohrwacher, para quem Murgia, falecido em 2023, foi um escritor muito importante na sua vida, explica que todos trabalharam com “muito amor” pelo escritor e defendeu que o filme conseguiu tocar o coração da sua última obra.

Da mesma forma, destaca o “grande homem e delicadeza” que Coixet resgata de sua história.

“O personagem vai para a escuridão, mas no filme procuramos a luz”, enfatizou o ator, que está convencido de que o filme pode funcionar como um “espelho” que dá ao espectador a chave de como lidar com situações difíceis.

Carril concorda e elogia como o filme consegue injetar humor em um drama, além de lembrar ao público que nada de realmente ruim pode acontecer para que possamos aproveitar o tempo que passamos neste mundo.

“Se alguém ainda está vivo, há possibilidade de mudança”, acrescentou Coixet, que acredita que “já há escuridão suficiente por aí”, pelo que o cinema, se possível, deveria colocar “um pouco de bálsamo nos tempos difíceis”.

Para o diretor, que descreve seu último filme como “gentil, gentil e brilhante”, uma das principais mensagens do filme é nos encorajar a conviver em paz com o mistério da vida.

“Muitas vezes passamos a vida nos perguntando por que as coisas acontecem quando não há razão”, insiste Coixet, que pede ao público que não saia da sala nem ligue o telefone quando o filme terminar, mas que passe alguns minutos apreciando e compreendendo-o. EFE

(foto) (vídeo)



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