O senador e candidato presidencial Iván Cepeda anunciou que, caso seja eleito presidente, assinará como primeira medida a redução do seu salário e do dos altos funcionários públicos, segundo informações obtidas do Uma semana. O anúncio foi feito durante um evento político na Plaza de Bolívar, em Bogotá, no âmbito do encerramento da campanha do Pacto Histórico.
Durante a sua participação pública, Cepeda afirmou que o Governo deve dar exemplo de austeridade e os cidadãos não podem exigir sacrifícios se o poder for mantido a um nível elevado, como afirma o Uma semana. O dirigente garantiu que a redução salarial será um símbolo político e político de compromisso com a economia do país.
O anúncio ocorre em meio a um ambiente pré-eleitoral que a Colômbia vive antes das eleições de 8 de março, quando serão eleitos novos membros do Congresso e ocorrerão consultas presidenciais. Neste contexto, o candidato aproveitou o evento para enfatizar a necessidade de o Estado assumir a responsabilidade pelos gastos públicos.
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Cepeda explicou que a decisão visa enviar uma mensagem política sobre a responsabilidade que o governo deve assumir para com os cidadãos. Ele ressaltou em seu discurso que a alteração não deve ser apenas dos moradores, mas deve partir daqueles que ocupam altos cargos na administração pública.
Este candidato destacou ainda que esta proposta faz parte da visão do governo e da forma como a liderança política deve ser implementada, como disse. Enfatizou que a austeridade no sector dos serviços públicos deve reflectir-se em acções concretas e não apenas na retórica, especialmente em tempos de debate económico e social.
A declaração surge numa situação eleitoral marcada pela atividade de diferentes forças políticas. Nos últimos dias, o Conselho Nacional Eleitoral decidiu excluir Cepeda da consulta da Frente por la Vida, processo no qual participam outros candidatos presidenciais como Roy Barreras e Daniel Quintero.
Face a esta decisão, este senador anunciou que irá avançar directamente para a primeira volta das eleições presidenciais, a realizar-se no dia 31 de Maio. Em declaração pública, disse que o seu projecto político continuará a fazer campanha e procurará reforçar o apoio dos cidadãos antes das eleições.
Cepeda também destacou na sua intervenção que existe um setor político que tenta enfraquecer a proposta histórica do Pacto. Segundo ele, tem causado reações e movimentos que, segundo ele, são o aumento da coragem política, que busca influenciar o desenvolvimento da sua candidatura e de outros candidatos do movimento.
O cenário eleitoral está sempre ativo com as diversas declarações dos candidatos e com as decisões das instituições que redefiniram a estratégia de campanha. Ao mesmo tempo, as diferentes comunidades preparam-se para o dia 8 de março, considerado uma das primeiras provas políticas do ano.
Por outro lado, o presidente Gustavo Petro anunciou que não participará da consulta presidencial e que focará apenas no cartão do Congresso em seu voto. O anúncio soma-se ao movimento interno do mundo político, num momento em que se intensificam as mensagens e propostas para a eleição presidencial.















