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Jovens espanhóis gastam quase todo o salário com aluguel, segundo pesquisa

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Bruxelas, 8 jan (EFECOM).- Um estudo da Eurofound, órgão europeu de pesquisa em política social, publicado quinta-feira, indicou que em muitas regiões da Espanha é necessário quase o salário médio de um jovem para entrar no aluguel.

Segundo o relatório, em Espanha – bem como na Bulgária, Irlanda, Polónia, Portugal e partes da Áustria e Itália – “o mercado de arrendamento é inacessível e, em muitas áreas, é necessário mais de 80% do salário médio para alugar um apartamento de dois quartos”.

Da mesma forma, os autores salientam que nas zonas costeiras de Portugal e Espanha a proporção aumenta para 100%, destacando que estas zonas correspondem a destinos turísticos onde o arrendamento regular compete com imóveis de aluguer e segundas habitações.

“Na prática, isto significa que é necessário mais do que um salário, pelo que é quase impossível para os jovens que vivem sozinhos alugar casa nestas zonas”, acrescentaram.

O estudo confirmou que o grupo de jovens adultos é desproporcionalmente afetado pelo aumento dos preços de venda e aluguer na União Europeia (UE), que aumentaram 55,4% e 26,7% respetivamente, desde 2010.

Apesar de gastarem a maior parte dos seus rendimentos em habitação, o relatório também revelou que “os jovens têm maior probabilidade de viver em habitações de má qualidade, sobrelotadas e em áreas ou bairros ambientalmente problemáticos”.

Em particular, os jovens entre os 18 e os 29 anos têm maior probabilidade de reportar problemas de drenagem, humidade ou podridão em Portugal (38%), Espanha (31%) e Chipre (27%).

Por fim, os investigadores sugeriram que os Estados-membros encontrarão “soluções que visam aumentar a habitação acessível” para quem entra na sua primeira habitação, “em vez de benefícios financeiros e financeiros baseados na procura”.

Da mesma forma, observaram que “uma fonte de rendimento essencial” é a renovação de edifícios vazios para criar mais habitação, e instaram o governo a “garantir a neutralidade na propriedade habitacional na política fiscal, tratando os proprietários e os arrendatários de forma igual”. EFECOM



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