O representante do Sector da Paz de Málaga destacou a importância do enchimento das ruas do centro da cidade para a protecção da paz, da soberania nacional e do respeito pelo direito internacional, disse a fonte. Segundo os organizadores, o evento visa mostrar a rejeição direta ao imperialismo, às ameaças militares e às armas, bem como expressar solidariedade à Venezuela e à Palestina.
O vereador e porta-voz do grupo municipal Con Málaga (Podemos e Izquierda Unida), Nicolás Sguiglia, acompanhado por membros do ramo que compõe o Fórum da Paz de Málaga, apelou aos cidadãos neste sábado, 24 de janeiro, para se juntarem à manifestação que terá lugar a partir das 12h00 na rua Alcazabilla. Segundo fontes, a manifestação foi organizada sob o lema “Vamos parar Trump e o imperialismo. Solidariedade com a Venezuela e a Palestina. Não à OTAN. Pela paz e contra as armas e a guerra”.
Sguiglia argumentou que a iniciativa responde à percepção generalizada entre os organizadores de que a atual administração de Donald Trump representa a causa da desestabilização no cenário global. O porta-voz afirmou que as ações e políticas propostas pelos Estados Unidos “põem em perigo o quadro do direito internacional que dura décadas”. Durante uma conferência de imprensa, Sguiglia pediu ao governo espanhol que suspenda as relações com os Estados Unidos “pelo menos enquanto o respeito pelo direito internacional e por organizações como as Nações Unidas não for garantido”, segundo os meios de comunicação acima mencionados.
No domínio da segurança internacional, Sguiglia alertou para os perigos da participação da Espanha na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na sua opinião. Explicou que a unidade da aliança militar liderada por Donald Trump representa um grande risco, especialmente considerando a presença de bases militares americanas em Rota e Morón, na Andaluzia, o que, na sua opinião, aumenta a ameaça direta à população andaluza.
Durante o evento, os delegados lembraram que a moção apresentada por Con Málaga na Câmara Municipal, que pedia a condenação da política externa americana sob a liderança de Trump, foi rejeitada pelo voto negativo do Partido Popular (PP) e do Vox. Esta decisão, segundo Sguiglia, reforça a necessidade de os cidadãos saírem às ruas, segundo relatos da mídia.
O porta-voz da Con Málaga fez um apelo claro ao governo democrático internacional para que participe no isolamento político de Trump e, ao mesmo tempo, apelou à mobilização dos cidadãos do mundo: “apelamos aos governos democráticos do mundo para isolar Trump internacionalmente, e ao povo para sair às ruas e detê-lo”, afirmou num comunicado compilado por fontes.
Carmen Máximo, porta-voz do sindicato de Ustea, destacou a importância do ambiente internacional hoje e exortou os cidadãos a responderem com compromisso ao avanço dos militares. Segundo a comunicação social, Máximo sublinhou a necessidade de assumir a responsabilidade pela solidariedade internacional exigida pela classe trabalhadora, rejeitando ameaças e coerções que, na sua opinião, deveriam dar lugar à diplomacia e ao respeito mútuo entre os países.
Efraín Campos, coordenador local da Izquierda Unida, expressou o apoio institucional do seu partido ao apelo ao protesto. Campos argumentou que não se deve aceitar o avanço de políticas baseadas em intervenções e ameaças, citando situações passadas e recentes em países como Panamá, Nicarágua, Venezuela e Groenlândia. Segundo a fonte, pediu também ao governo espanhol que reconsiderasse o alinhamento com os Estados Unidos sob a presidência de Trump, bem como com Israel, em linha com as forças políticas que têm apoiado os investimentos recentes.
Nicolás Sguiglia aproveitou o apelo para enviar uma mensagem de apoio à comunidade norte-americana que, segundo ele, “está a mover-se nos Estados Unidos contra a política antidemocrática de Trump e a política criminosa de imigração, que viola os direitos humanos básicos”, segundo a fonte. A cerca de 8.000 quilómetros de distância, o porta-voz manifestou a sua solidariedade com aqueles que defendem os direitos básicos naquele país.
O Fórum de Málaga para a Paz reiterou o seu apelo à participação em massa para demonstrar a protecção da paz e das normas internacionais aceites, em resposta à proliferação de actividades militares, às ameaças e à corrida armamentista internacional, de acordo com os primeiros relatórios das fontes.















