A crise energética fez do preço da gasolina o centro das preocupações de muitos motoristas em Lima e nas províncias. Segundo relatório oficial da Osinergmin, o preço do grande petróleo aumentou significativamente na semana de 2 a 9 de março. A gasolina premium subiu de 10,35 para 11,55 soles por galão, representando um aumento de 11,57%. A gasolina comum passou de 9,89 para 11,05 soles, alta de 11,75%. Para a gasolina 84, atingiu 10,41 soles por galão, variação de 11,62%.
O diesel B5 com baixo teor de enxofre, utilizado para transporte, passou de 11,89 para 14,00 soles por galão, um aumento de 17,68%. O combustível TURBO A-1 é o mais caro, de 10,35 a 13,09 soles por galão, o que significa uma variação semanal de 26,45%. Esses aumentos afetam o bolso dos motoristas e transportadores, que veem mais diferenças entre um posto e outro.
Para quem busca o melhor preço em gasolina, diesel, GLP ou GNV, a ferramenta mais útil é o Facilito, plataforma oficial da Osinergmin. A partir do site ou da aplicação móvel, todos os utilizadores podem visualizar o relatório direto de preços de cada bomba, comparar as diferentes opções e encontrar o posto mais próximo com o preço mais barato.
O Facilito mostra não apenas os valores do dia, mas também a quantidade de preços máximos e mínimos de cada combustível durante o dia. Assim, os usuários podem planejar melhor suas compras e evitar gastos semanais inesperados.

O preço da gasolina em Lima depende de muitos fatores. O mais importante é o preço internacional do petróleo, que flutua constantemente. A isto acrescem os impostos nacionais, como o Imposto sobre o Consumo Seletivo (ISC) e o Imposto Geral sobre Vendas (IGV), bem como os custos de transporte e distribuição a partir dos portos ou refinarias, e o lucro de cada unidade de transformação.
Estas variáveis explicam as diferenças de preços dos distritos e das bombas, bem como o aumento e a diminuição dos preços que podem ocorrer de uma semana para a outra, especialmente no caso de distúrbios internacionais ou problemas logísticos internos.
Persistem preocupações sobre a continuidade do fornecimento de petróleo. A Associação Tap do Peru alertou que, mesmo que o GLP seja legalizado após a chegada da embarcação importada, os problemas com gasolina, gasolina comum e diesel podem continuar. Segundo o sindicato, a construção do gasoduto de GPL não garante o abastecimento destes produtos e a situação pode agravar-se.
Desde Fevereiro, o Sindicato das Bombas enviou uma carta ao Ministério da Energia e Recursos Minerais alertando para a escassez, limitações de fornecedores e aumentos de preços, mas até ao momento garantem que não recebeu resposta e não conseguiu reunir-se com as autoridades. Esta falta de comunicação mantém a incerteza entre empresários e utilizadores, que dependem de um mercado estável para a sua mobilidade e atividades diárias.















