A madrugada da prisão provisória de Adrián Villar marca uma nova etapa na morte da campeã de mergulho Lizeth Marzano, mas para a família do atleta a prisão ainda não representa o fechamento de feridas abertas. O comentário veio poucas horas depois, segundo a voz de seu representante legal, o advogado Julio Mendoza, que confirmou que as medidas estão apenas iniciando o caminho que, em sua opinião, deveria ter sido seguido desde o primeiro momento.
“Este é o começo de algo que já deveria ter acontecido há muito tempo. Ainda é injusto”, disse este advogado, durante sua participação na Magaly TV La Firme. Sua declaração não deixou espaço para ambigüidades. Embora tenha reconhecido que a ordem de detenção de 72 horas era uma medida legal apropriada, continuou dizendo que a família de Marzano acredita que a resposta das autoridades foi tarde demais.
O advogado explicou que prisão preventiva não é o mesmo que sentença ou decisão definitiva. Para eles, foi uma medida que deveria ter sido tomada logo após o acidente fatal que acabou com a vida do atleta na rua Camino Real, em San Isidro. “Este é o início do que já deveria ter acontecido há muito tempo. Ainda não é justo”, frisou, apontando os primeiros e intermináveis métodos de detenção.
A família, segundo Mendoza, viveu dias de incerteza e raiva. Uma das coisas mais questionáveis é a demora nos assuntos fiscais e na polícia. Este advogado lamentou que o tempo decorrido entre o acidente e a execução da prisão provisória tenha afetado a recolha de provas. Ele observou que algumas evidências podem ter sido danificadas ou perdidas devido à falta de ação imediata.
Neste contexto, o advogado criticou a primeira ação das autoridades. Disse que as ações das instituições governamentais não corresponderam à gravidade do incidente e que o processo deveria ter sido feito mais rapidamente. A família acredita que todas as horas passadas sem restrições foram contra a busca pela verdade.
Durante sua aparição na televisão, Mendoza também abordou um tema que gerou debate público: a alegação de que o caso seria um chamado “assassinato”. Em resposta a esta história, o advogado foi classificado. “Se não houvesse divulgação, não teria sido notado como tantos outros. Aqui a estratégia de evitar a morte foi bloqueada”, disse.

Com esta frase, este representante do Estado expôs claramente a sua opinião sobre o papel da comunicação social. Segundo a sua análise, a cobertura pública destacou o caso e forçou ações que, de outra forma, poderiam ter sido adiadas. Em defesa da família Marzano, a cobertura mediática não é excessiva, mas sim um factor de processo.
“Se não houvesse divulgação, não teria sido notado como muitas pessoas fazem”. Aqui fica bloqueada a estratégia para evitar a morte”, disse, afirmando que a intervenção do público evitou que o caso fosse esquecido. Com estas palavras, destacou que, na sua opinião, existem estratégias para reduzir a responsabilidade.
A prisão temporária por 72 horas permite ao Ministério Público tomar medidas urgentes, recolher depoimentos adicionais e reforçar os elementos de prova. No entanto, conforme explicou o advogado, este processo é temporário e deve dar lugar a decisões mais estruturais, como pedidos de prisão preventiva ou cancelamento de investigações preparatórias.
Do mundo da família, a maior impressão é que a justiça não foi feita. Segundo eles, a prisão de Villar não compensa os danos nem repara os danos causados. A imagem de Lizeth Marzano, conhecida pela disciplina e atuação no mergulho, ainda surge não como uma gravidez, mas como uma mulher cuja carreira foi interrompida repentinamente.
O advogado confirmou que a família continuará acompanhando as atividades. Disse que vão exigir que o processo pendente seja concluído tecnicamente e nos prazos legais. A expectativa é que a investigação não se limite à prisão temporária, mas prossiga com uma definição clara da responsabilidade criminal.
















