São Paulo, 31 de março (EFE).- O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu aos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas “severidade” para evitar que, através do seu esquecimento, perpetuem a instabilidade global e encorajem conflitos armados em todo o mundo.
O líder progressista enfatizou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas foi criado há 80 anos para promover a paz mundial, mas o que faz agora é encorajar a guerra.
Disse que os cinco membros permanentes do Conselho (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França) estão a abusar do seu poder de veto para impedir a procura de uma solução para o conflito em que partilham ou têm interesses.
“É por isso que quero enviar uma mensagem a estes homens: cresçam. O mundo precisa de paz, não de guerra. O mundo precisa de trabalho, educação, saúde, entretenimento… Chega de conflitos”, disse o presidente brasileiro durante um evento público em São Paulo.
Segundo Lula, os acontecimentos das últimas semanas em Cuba, Venezuela e Irã mostram que o Conselho de Segurança perdeu o poder de evitar conflitos.
Acrescentou ainda que o conflito no Irão provocou o aumento do preço do petróleo no mundo e esta correcção irá reflectir-se no preço dos alimentos, o que acabará por afectar as populações mais vulneráveis em todos os países, incluindo o Brasil.
“Esta guerra pertence ao (presidente dos EUA, Donald) Trump, não ao povo brasileiro e não temos que ser vítimas desta guerra”, disse ele.
Lula falou em artigo de opinião publicado nesta segunda-feira nos jornais dos cinco países membros do Conselho de Segurança, no qual declarou que a “fraqueza” deste órgão contribuiu para o agravamento dos conflitos em todo o mundo.
No artigo, o presidente garante que a última temporada de violações das regras internacionais em situações como Afeganistão, Irão, Iraque, Líbia, Síria, Ucrânia, Gaza e Venezuela é um reflexo da deterioração da segurança internacional.
“E a linha divisória entre o que pode ser feito e o que é proibido foi eliminada com a abolição do Conselho de Segurança”, disse o líder progressista no seu artigo, onde “cada situação de violação do direito internacional é um convite a novas violações”.















