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Mais de 100 presos de Lurigancho trabalharão em empresas privadas após acordo com INPE

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Programa “Prisão Produtiva”: presidiários de Lurigancho receberão capacitação e trabalharão em oficinas

O Instituto Penitenciário Nacional (INPE) renovou três contratos com empresas privadas que permitem a formação e emprego de mais de 100 presos no Estabelecimento Penitenciário de Lurigancho, o maior presídio do país. A ação faz parte da política institucional “Prisão Produtiva”tem como objetivo promover a ressocialização pessoas privadas de liberdade e facilitar futuras revisões de trabalho.

A assinatura dos acordos foi feita num evento que contou com a presença do Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Shadia Valdez Tejada, e o presidente do INPE, Henry Cotos Ochoa, que destacou o papel das prisões como ferramenta para reduzir a recorrência da criminalidade.

Durante a cerimónia, os representantes da prisão e do sector empresarial assinaram o documento que legaliza a continuação da oficina produtiva na prisão. Essas parcerias buscam permitir que os presos adquiram competências técnicas, gerem renda e desenvolvam experiência profissional durante o cumprimento da pena.

Programa “Prisão Produtiva”: presidiários de Lurigancho receberão capacitação e trabalharão em oficinas

O presidente do INPE destacou o papel das empresas participantes do programa e sua capacidade de representar o presídio. “Os empregadores têm dado grandes oportunidades aos reclusos, porque lhes permitem crescer como indivíduos e, por sua vez, entrar no mercado de trabalho”, disse ele.

O acordo foi assinado pelo diretor do escritório regional do INPE Lima, Adán Segundo Rojas Ruiz, juntamente com Lucinda Pingus Huamán, representante da empresa Heyluc SAC, dedicada ao setor de produção têxtil.

Da mesma forma, o diretor do presídio, Edwin Salazar, assinou contrato com a empresa Industrias PAE EIRL, especializada na produção de artesanato peruano e produtos de exportação, representada por Elena Brígida Estrada Ortiz. Kalatanta Panadería Artesanal EIRL junta-se a este grupo, através da sua representante Gabriela West.

Com estes acordos, o modelo de produção dentro do presídio será fortalecido em itens como vestuário, cerâmica, artesanato e pão. A iniciativa procura criar um sistema de emprego sustentável que beneficie tanto os reclusos como as empresas participantes.

Existem mais de 100 prisioneiros
Mais de 100 presos do presídio de Lurigancho poderão trabalhar após acordo entre o INPE e a empresa.

Durante o evento, os presos que trabalham nas cerca de 20 fábricas localizadas no presídio apresentaram alguns dos produtos que confeccionaram na oficina. Isso inclui cerâmica, roupas familiares e esculturas em metal e madeira, únicas em formato e formato.

No mesmo dia, aconteceu a exposição artística dos presos que integram a Rede de Formação Musical do INPE – Orquestando, evento cultural que complementa a programação educativa e o trabalho dentro do presídio.

INPE está comprometido com a recuperação
INPE aposta na restauração da obra: empresa vai capacitar e empregar presos de Lurigancho

A renovação desses acordos faz parte do programa Uma prisão produtivauma estratégia do INPE que promova a formação e o emprego em ambientes prisionais.

Este programa permite que empresas privadas estabeleçam oficinas produtivas nas prisões e treinem presos em diferentes profissões. Em troca, os participantes desenvolvem competências profissionais que poderão utilizar quando recuperarem a liberdade.

As operações prisionais também têm um impacto direto no processo de reabilitação. Em alguns casos, o cumprimento do trabalho e o comportamento adequado permitem o acesso a benefícios prisionais, além da participação em multas civis ou apoio familiar.

A nível nacional, mais de 29 mil presos trabalham em diferentes presídios do paíssegundo dados do INPE. A instituição sustenta que o trabalho prisional ajuda a fortalecer a disciplina, a responsabilidade e a preparação para a vida em liberdade.

Programa “Prisão Produtiva”: Presos
Programa “Prisão Produtiva”: presidiários de Lurigancho receberão capacitação e trabalharão em oficinas

Segundo a atual gestão do INPE, um dos objetivos é ampliar a participação das empresas nos presídios para fortalecer o trabalho como ferramenta básica de cooperação e prevenção da reincidência da criminalidade.

Além das oficinas montadas dentro do presídio, há também um programa onde alguns produtos são vendidos pelos internos. A loja Uma prisão produtiva trabalhe lá Jirón Ica 199, no Centro Histórico de Limaque inclui itens produzidos em prisões de todo o país.



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