As redes sociais tornaram-se palco de um novo conflito político após a publicação do presidente Gustavo Petro, que gerou comentários irônicos da senadora María Fernanda Cabal, do Centro Democrático, e de seu filho Juan José Lafaurie, advogado de 26 anos.
O episódio surgiu quando Petro decidiu compartilhar em sua conta X um pequeno vídeo feito durante uma sessão oficial. Na foto, o presidente pode ser visto sorrindo com evidente desconforto diante da câmera, enquanto tenta manter a expressão solicitada.
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A mensagem que acompanhava o clipe tinha um tom pessoal e direto: “Não acho que sou bom o suficiente como modelo”. A frase chamou a atenção pelo seu caráter espontâneo e pelo afastamento do discurso político tradicional, mas não o distanciou da política.
Houve uma resposta imediata da oposição, já que a senadora María Fernanda Cabal se dirigiu àquele palco para responder ao presidente, assim como o seu filho Juan José Lafaurie. Ambos postaram mensagens semelhantes em seus perfis pessoais para firmar suas posições.
O comentário pegou a frase original do presidente Petro e transformou-a numa crítica direta ao exercício do poder. “Nem para o presidente!”; “E também não é bom para o presidente”, escreveram, numa mensagem curta que se centrava numa avaliação negativa da administração do presidente.
A mãe e o filho pediram ao ex-presidente que questionasse suas habilidades de liderança. As palavras do presidente sobre sua habilidade diante das câmeras foram o início de uma avaliação negativa de sua gestão, segundo a leitura proposta pela oposição.

No dia a dia, o presidente ‘deu mamão’ ao ridículo, o que lhe abriu a porta para comentar sobre sua gestão e celebridades.
A mensagem tornou-se foco de críticas dentro de sua própria rede social, por ser uma publicação que contrariava suas frequentes intervenções políticas, visando gerar polêmica nacional e internacional.
Por isso, muitos usuários comentaram a libertação do presidente e se juntaram ao senador e ao filho: “Entre outros…”; “E ele também não é bom para presidente. O pior presidente que já tivemos.”; “Imagine. E como presidente, ele é um modelo muito bom”; “Sem pressão, seja um modelo sério, dedique-se ao que pode fazer, restaure a dignidade das pessoas”; “Não concordamos com isso. Modelo? Claro. Mas o que não deveria ser o chefe de Estado.”

A gestão de três anos do presidente Gustavo Petro foi marcada por polêmicas políticas e sociais. Desde Agosto de 2022, o seu governo tem enfrentado constantes questionamentos da oposição, dos sindicatos económicos, dos analistas e do sector académico, que apontaram para o fracasso da segurança, da governação e da gestão económica.
Um dos focos das críticas recaiu sobre a política de “Paz Total”, destacada pela deterioração da ordem pública e pelo fortalecimento de grupos armados ilegais. Soma-se a isto a resistência às reformas sociais, especialmente na saúde, nas pensões e no trabalho, devido aos riscos financeiros, ao impacto do trabalho jurídico e à sustentabilidade do sistema.
O Governo também tem sido acusado de incerteza económica, do colapso do investimento privado, do conflito com o Banco da República e de vários escândalos de corrupção, como o caso da Autoridade Nacional de Gestão de Calamidades (Ungrd) e o julgamento de Nicolás Petro, seu filho.
Isto é agravado pela deterioração das relações com os Estados Unidos, que surgiu num momento difícil devido às diferenças nas estratégias de combate ao tráfico de drogas. A questão levou a um confronto verbal direto com Donald Trump, depois que a Colômbia perdeu a guerra contra as drogas em 2026.

Depois disso, o nome do presidente colombiano apareceu na lista de Clinton e o país enfrentou avisos de possíveis aumentos tarifários e até de intervenção militar. Embora os dois líderes tenham continuado as discussões e concordado com uma reunião na Casa Branca, o que aliviou as tensões públicas, as diferenças entre as duas administrações permanecem abertas.















